Mais cedo, pelas 20h00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente esta sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.
A circulação ferroviária na Linha do Sul foi retomada entre Luzianes e Amoreiras, (concelho de Odemira, distrito de Beja) depois de ter sido suspensa devido às condições meteorológicas, segundo informação da CP, Comboios de Portugal pelas 08h00.
Comboio da CP Miguel Baltazar/Jornal de Negócios
Num balanço anterior, com o ponto de situação às 23h30 de quinta-feira, a CP informou que os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança devido ao agravamento do estado do tempo e sem previsão de retoma.
Mais cedo, pelas 20h00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente esta sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.
"Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa", segundo a transportadora.
Por causa do mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Alentejo, entre Pegões e Bombel, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
A circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes;
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
A CP continua a prever para hoje a realização do Comboio Internacional Celta, podendo "ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário".
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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