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Mau tempo: Forças Armadas vão reforçar apoio em Figueiró dos Vinhos

Com várias toneladas de lonas para casas afetadas.

As Forças Armadas portuguesas vão reforçar as comunicações e fornecer várias toneladas de lonas para casas afetadas em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, anunciou este domingo o ministério da Defesa Nacional em comunicado.

O ministro da Defesa, Nuno Melo
O ministro da Defesa, Nuno Melo Lusa

"As Forças Armadas, através do Exército, vão proceder à montagem de equipamento para reforçar as comunicações em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria. As Forças Armadas também vão fornecer 18 toneladas de lonas para casas atingidas pela tempestade Kristin", refere-se no comunicado.

Segundo o Ministério da Defesa Nacional, está prevista a montagem de um módulo Starlink, e uma Equipa de Apoio de Comunicações de Emergência, destinados a assegurar a ligação das forças no terreno para apoio ao restabelecimento das ligações e reforço da capacidade de comando e controlo das operações na região.

"Também serão disponibilizadas 18 toneladas de lonas para reparação provisória de coberturas em habitações e, na capacidade sobrante, para outros concelhos afetados", lê-se na nota enviada às redações.

Segundo o comunicado, a intervenção será realizada por equipas especializadas de trabalhos em altura da Engenharia do Exército, garantindo condições de segurança e eficácia na execução.

No mesmo comunicado adianta-se que "na Marinha Grande foi disponibilizado um módulo de alojamento, com capacidade para 70 pessoas, dotado de iluminação. Além destes equipamentos foram empenhados três destacamentos de Engenharia, que se encontram a executar trabalhos de desobstrução e reposição de acessos prioritários."

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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