Prometeu que será mais curta devido à proximidade das eleições presidenciais.
Marcelo Rebelo de Sousa vai fazer esta quinta-feira a sua última mensagem de Ano Novo enquanto Presidente da República, que prometeu que será mais curta devido à proximidade das eleições presidenciais de 18 de janeiro.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de SousaDR
O chefe de Estado deverá falar ao país pelas 20:00, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.
Na véspera de Natal, no Barreiro, Marcelo Rebelo de Sousa declarou aos jornalistas que hesitou entre dirigir ou não uma mensagem de Ano Novo neste contexto pré-eleitoral, referindo que "houve presidentes que fizeram e houve um Presidente que não fez".
"Achei que Ano Novo é Ano Novo, e, portanto, faço uma mensagem muito curta, obviamente, como se esperará, de uma neutralidade absoluta", prometeu.
Há um ano, nesta data, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a importância de manter "a solidariedade institucional e até a cooperação estratégica entre órgãos de soberania, nomeadamente Presidente da República e primeiro-ministro" que levou "a aprovar os orçamentos 2024 e 2025", para assegurar "estabilidade, previsibilidade e respeito".
Nessa altura, Luís Montenegro chefiava o seu primeiro Governo minoritário, entretanto derrubado pela rejeição de uma moção de confiança, o que levou à dissolução do parlamento e à convocação de legislativas antecipadas para 18 de maio de 2025, das quais resultou novo executivo PSD/CDS-PP.
Eleito Presidente da República em 24 de janeiro de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse em 09 de março do mesmo ano, meses depois de se ter formado um Governo minoritário do PS com apoio inédito dos partidos mais à esquerda, BE, PCP e PEV.
Na sua primeira mensagem de Ano Novo, em 2017, descreveu 2016 como o ano da "da estabilização política" e da "gestão do imediato", reconhecendo "pequenos passos", mas "muito por fazer", e desejou mais "crescimento económico" e "gestão a prazo".
Um ano depois, fez a mensagem de Ano Novo a partir de casa, onde recuperava de uma cirurgia de urgência a uma hérnia umbilical. Na sequência dos incêndios de 2017, afirmou que 2018 tinha de ser o ano da "reinvenção da confiança", com "a certeza de que nos momentos críticos as missões essenciais do Estado não falham nem se isentam de responsabilidades".
No 1.º de janeiro de 2019, falou a partir de Brasília, onde assistiu à posse de Jair Bolsonaro como Presidente do Brasil, e apelou à participação nas eleições regionais, europeias e legislativas desse ano e ao "bom senso".
O chefe de Estado incentivou os portugueses a expressarem-se "pela opinião, pela manifestação, pela greve", mas sem criarem "feridas desnecessárias", e deixou um alerta sobre os riscos de "arrogâncias intoleráveis, promessas impossíveis, apelos sem realismo, radicalismos temerários" para a democracia.
Em 2020, a partir da ilha do Corvo, nos Açores, perante novo executivo minoritário do PS chefiado por António Costa saído das legislativas de 06 de outubro de 2019, desejou um ano "de esperança", com "Governo forte, concretizador e dialogante" e "oposição forte e alternativa".
Em 2021, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu não dirigir aos portugueses a tradicional mensagem de Ano Novo, por ser candidato às presidenciais de 24 de janeiro desse ano.
Nessas eleições, foi reeleito para novo mandato de cinco anos com votação reforçada e acabaria meses depois a dissolver pela primeira vez o parlamento, na sequência do chumbo do Orçamento do Estado.
Na mensagem de Ano Novo de 2022, antes das legislativas antecipadas de 30 de janeiro, falou da necessidade de se "consolidar o percurso para a superação da pandemia" de covid-19 e de aproveitar os fundos europeus "com transparência, rigor, competência e eficácia, combatendo as corrupções e os favorecimentos ilícitos".
Em 2023, com o PS a governar com maioria absoluta no parlamento, declarou que esse apoio representava uma "responsabilidade absoluta" e que só o Governo e a sua maioria poderiam "enfraquecer ou esvaziar" a estabilidade política, "ou por erros de orgânica, ou por descoordenação, ou por fragmentação interna, ou por inação, ou por falta de transparência, ou por descolagem da realidade".
Na mensagem de Ano Novo de 2024, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se à "legítima decisão pessoal" de António Costa de se demitir do cargo de primeiro-ministro, que o levou a dissolver novamente o parlamento, com legislativas antecipadas convocadas para 10 de março.
"Foi o segundo mais longo chefe do Governo em democracia e o mais longo neste século. Deveríamos estar todos atentos e motivados para as eleições de março, para percebemos como vai ser o tempo imediato em Portugal, na avaliação como na escolha", disse.
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