De acordo com a Câmara "mais do que reunir imagens, o projeto pretende preservar memórias, testemunhos e histórias que fazem parte da identidade recente do concelho de Leiria".
O Município de Leiria vai lançar na quinta-feira o projeto "Memórias das Tempestades", convidando a população a partilhar fotografias e vídeos do mau tempo que atingiu gravemente o concelho no início do ano.
Leiria quer criar "Memórias das Tempestades"João Cortesão
Numa nota de imprensa, a Câmara explica que a iniciativa, com o lema "Depois da tempestade, a força de Leiria", visa "preservar e valorizar o património fotográfico e videográfico associado às tempestades que afetaram o concelho em janeiro e fevereiro".
"Através deste projeto, a autarquia convida a comunidade a partilhar fotografias e vídeos das consequências do tempo severo, contribuindo para a construção de um arquivo visual coletivo que documente não apenas o impacto das tempestades, mas também a capacidade de resposta, solidariedade e reconstrução vivida no território", adianta.
De acordo com a Câmara, presidida por Gonçalo Lopes, "mais do que reunir imagens, o projeto pretende preservar memórias, testemunhos e histórias que fazem parte da identidade recente do concelho de Leiria".
"Cada fotografia ou vídeo representa um registo único de momentos marcantes para a comunidade e um contributo importante para a memória coletiva", salienta.
A autarquia esclarece que "os conteúdos recolhidos poderão integrar futuras iniciativas de divulgação pública, nomeadamente exposições, galerias digitais e ações de sensibilização sobre memória, território e resiliência comunitária".
Na nota, o Município de Leiria apela para a "participação de toda a população, associações, instituições e órgãos de comunicação social locais, reforçando a importância da preservação destes registos para as gerações futuras".
A partir de quinta-feira, as fotografias e vídeos devem ser enviados para memoriasleiria@cm-leiria.pt, devendo ser identificada a autoria, o local e a data da captação das imagens.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
O Governo recebeu, entretanto, cerca de 35.900 candidaturas para apoios à reconstrução de habitações e a Estrutura de Missão designada para a recuperação estimou entre 35 mil e 40 mil o número de empresas com danos nas zonas mais atingidas. Três meses após o início das tempestades, cerca de 20 mil clientes continuam sem serviços fixos de comunicações.
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