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Jerónimo continua com o hábito de fumar e para o auxiliar em alguns dos, por vezes, longos discursos, recorre ao licor português Brandymel para ajudar a ginasticar as cordas vocais, que o traíram e obrigaram a abandonar um debate televisivo, em 2005.
"Jerónimo, O Nosso, dos trabalhadores e do povo", foi o hipotético cognome escolhido pelo próprio líder dos comunistas para a posteridade, ao ser desafiado para tal pelo jornalista Paulo Magalhães, em entrevista na TVI, há uns anos.
O antigo operário metalúrgico, com 72 anos, completa agora 15 como secretário-geral do PCP, depois de ter sido eleito sucessor de Carlos Carvalhas no 17.º Congresso Nacional do partido político mais antigo de Portugal (98 anos), em 27 e 28 de novembro de 2004, em Almada.
Uma das marcas de água dos seus quatro mandatos consecutivos foi a declaração da noite eleitoral de outubro de 2015, quando disse: "com este quadro, o PS tem condições para formar Governo, mas têm de perguntar ao PS".
O comunista Jerónimo de Sousa vai assumir o lugar de deputado pela 13.ª vez em 44 anos, ficando como o último "resistente" da Constituinte, e recorda esta quinta-feira que não sabia fazer uma lei mas sabia fazer uma greve. Na legislatura que agora termina, além de Jerónimo de Sousa mantinham-se Helena Roseta, 71 anos, e Júlio Miranda Calha, 72.
O comunista Jerónimo de Sousa vai assumir o lugar de deputado pela 13.ª vez em 44 anos, ficando como o último "resistente" da Constituinte, e recorda esta quinta-feira que não sabia fazer uma lei mas sabia fazer uma greve. Na legislatura que agora termina, além de Jerónimo de Sousa mantinham-se Helena Roseta, 71 anos, e Júlio Miranda Calha, 72.
Seguiu-se um mês de negociações com o socialista António Costa para estabelecer a inédita e histórica posição bilateral conjunta, à semelhança de BE e "Os Verdes", que constituiu a denominada "geringonça" e durou toda uma legislatura de quatro anos, embora sublinhando sempre diferenças face ao partido "rosa".
Porém, em termos eleitorais, as últimas legislativas ditaram o pior resultado de sempre em percentagem e votos para a Coligação Democrática Unitária (CDU), recuando para os mesmos 12 deputados de 2002.
O PCP, com Carvalhas na liderança, passou dos 8,8% de votos (17 mandatos no parlamento) em 1991 para 6,94% (12) nas legislativas de 2002. Com Jerónimo no comando, já depois de candidato à Presidência da República (1996) - quando desistiu em favor do socialista Jorge Sampaio -, a CDU cresceu para 7,14% (14 deputados) em 2005, 7,86% (15) em 2009, 7,9% (16) em 2011 e 8,25% (17) em 2015.
O economista Carlos Carvalhas (1992-2004) sucedera ao intelectual e mítico Álvaro Cunhal (1961-1992) e Jerónimo de Sousa veio fazer questão de recusar título de doutor quando alguém lho atribuiu, pretendendo ser "só mais um camarada" entre a classe operária.
Os constantes adágios populares aproximam-no das populações, além do respeito e afabilidade de que goza por parte de muitos de outras "cores" partidárias. Os membros do partido elogiam-lhe a capacidade política e de comunicação, mas também o sentido de humor, sempre com uma "estória" ou piada na ponta da língua.
Antigo afinador de máquinas numa empresa metalúrgica e dirigente sindical, Jerónimo Carvalho de Sousa nasceu em 13 de abril de 1947, criado pela mãe biológica, "a velha Olímpia" Jorge Carvalho, e seu marido, António de Sousa. Nasceu, cresceu e continua a viver na cintura industrial norte de Lisboa, à beira Tejo, em Pirescôxe, Santa Iria de Azóia, Loures.
Batizado pela Igreja Católica e com o quarto ano do antigo curso industrial, concluído ao mesmo tempo que trabalhava (desde os 14 anos de idade), casou-se aos 19 anos com Ovídia e é pai de duas filhas, Marília e Lina. Tem dois netos adolescentes, Rui Pedro e Rita, e um mais recente "rebento", Gabriel, após ser um dos miúdos mais assíduos nas passagens da carrinha-biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian.
O futuro líder comunista ajudou a fundar e dirigir Associação Cultural e Desportiva local e ainda hoje exerce o seu direito de voto, sob numerosos lentes e flashes, no Grupo Desportivo da terra, aproveitando em muitos dias para jogar às cartas e conviver com velhos amigos dos tempos de teatro e dança na coletividade 1.º de Agosto de Santa Iria.
O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) considerou, este domingo, que Portugal "tem potencial para produzir mais no setor agrícola", defendendo "mais apoios" para os produtores nacionais. "Um país que não produz não tem futuro, e Portugal tem possibilidades para produzir mais e melhor", começou por dizer Jerónimo de Sousa, numa visita feita esta tarde, à feira agrícola AgroSemana, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.
O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) considerou, este domingo, que Portugal "tem potencial para produzir mais no setor agrícola", defendendo "mais apoios" para os produtores nacionais. "Um país que não produz não tem futuro, e Portugal tem possibilidades para produzir mais e melhor", começou por dizer Jerónimo de Sousa, numa visita feita esta tarde, à feira agrícola AgroSemana, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.
Entre 1969 e 1971, o secretário-geral do PCP, benfiquista e fã da banda inglesa The Beatles, cumpriu o serviço militar, com uma incursão ao difícil cenário da guerra colonial na Guiné-Bissau.
Logo em 1975, um ano depois de ter aderido ao PCP, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte e continua a ser o único deputado sobrevivente daqueles tempos na Assembleia da República. Jerónimo foi eleito para o Comité Central do PCP no IX Congresso Nacional (1979) e integrou a Comissão Política comunista desde o XIV Congresso (1992).
Novamente candidato à Presidência da República em 2006, em diversas entrevistas, o secretário-geral do PCP, apesar das dúvidas colocadas por alguns órgãos de comunicação social, especialmente na campanha das eleições legislativas de 2015, quando questionaram a sua forma física, sempre mostrou "disponibilidade grande" para continuar em funções, mas admitiu à agência Lusa, no início do ano, que poderá vir a abdicar da liderança do partido no 21.º Congresso Nacional, marcado para 27, 28 e 29 de novembro de 2020.
Jerónimo continua com o hábito de fumar e para o auxiliar em alguns dos, por vezes, longos discursos, recorre ao licor português Brandymel para ajudar a ginasticar as cordas vocais, que o traíram e obrigaram a abandonar um debate televisivo, em 2005.
"Até hoje, e já lá vão 14 anos, se há coisa que levo comigo são as grandes manifestações de solidariedade em momentos difíceis que o coletivo partidário tem tido para com o secretário-geral, nos bons e maus momentos. Aceitei esta responsabilidade que os meus camaradas entenderam atribuir-me, procurando estar à altura, o que não é fácil, mas percebi que nestas tarefas cada um de nós tem de perceber e escolher o momento para alterar as suas responsabilidades", disse na entrevista de fevereiro de 2019.
Jerónimo de Sousa há 15 anos à frente "dos trabalhadores e do povo"
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