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Inês Bichão diz que "veracidade dos factos" sobre Cotrim Figueiredo será apurada nos tribunais

Ex-assessora do grupo parlamentar da IL explica que publicação sobre alegado assédio sexual visando o candidato às presidenciais foi difundida sem o seu consentimento.

A ex-assessora do grupo parlamentar da IL disse esta quinta-feira que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que "a veracidade dos factos" envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.

João Cotrim de Figueiredo
João Cotrim de Figueiredo DR

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, Inês Bichão refere que, na segunda-feira, 12 de janeiro, "foi ilicitamente difundido" e sem o seu consentimento, "conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público", na rede social Instagram.

"Essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade, no âmbito da qual não tive nem tenho qualquer intervenção. Os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023", sublinha a advogada e consultora jurídica. À SÁBADO fonte da Iniciativa Liberal .

A publicação de Inês Bichão caiu na campanha presidencial como uma 'bomba', motivando reações de todos os quadrantes. Cotrim de Figueiredo negou veementemente a acusação. "Como é que uma pessoa se defende de uma acusação que não tem qualquer base e também não tem contraditório possível?", questionou o candidato, .

Antes tinha falado em "campanha suja", pedindo aos portugueses que confiassem em si. "Sou a mesma pessoa que sempre fui na vida pública e não tenho nada a esconder."

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A advogada, de 30 anos, foi nomeada assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, a 18 de abril de 2022, tendo abandonado o cargo no final de 2023.

Mariana Leitão, a líder da Iniciativa Liberal, permanece intencionalmente em silêncio e não saiu em defesa do candidato presidencial que apoia. Não fez declarações públicas, nem assinou, que garantem nunca terem “vivenciado ou presenciado comportamentos inadequados" por parte do candidato presidencial.  

(Notícia atualizada às 11h46)

*Com Lusa

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