"O sucesso do nosso país é precisamente já não haver portugueses para fazer certos tipos de serviços", disse secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas atribuiu esta quinta-feira ao "sucesso" de Portugal a necessidade de imigrantes, para estes fazerem os trabalhos que os nacionais "não querem ou não podem fazer".
Emídio Sousa, o secretário de Estado das Comunidades PortuguesasANTÓNIO COTRIM/LUSA_EPA
Emídio Sousa falava durante o Fórum Portugal Nação Global, uma plataforma estratégica de ligação entre Portugal, a sua diáspora e os mercados internacionais, que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
"O sucesso do nosso país é precisamente já não haver portugueses para fazer certos tipos de serviços", disse, acrescentando: "Por isso já há certos serviços que os portugueses já não fazem, já não querem fazer e é preciso fazer".
O governante defendeu que Portugal precisa da imigração para responder às necessidades do mercado e rejeitou a ideia que a entrada dos estrangeiros no país esteja a pressionar os salários em baixa.
O país "vai continuar a precisar" de trabalhadores estrangeiros, sobretudo em funções menos qualificadas, disse.
Emídio Sousa referiu ainda que Portugal tem registado progressos ao nível do rendimento e apontou para o aumento do salário mínimo e médio nos últimos anos, embora admita que "é preciso crescer muito mais".
O governante defendeu ainda que o reforço da ligação à diáspora e a captação de investimento internacional podem contribuir para melhorar os salários, ao atrair empresas estrangeiras e criar novas oportunidades de emprego.
"Esperamos que, com esta ligação e estes negócios, Portugal possa ter melhores salários e mais investimento, incluindo empresas que operam a partir do estrangeiro", afirmou.
No mesmo painel, o secretário de Estado afastou a ideia de que o regresso dos emigrantes portugueses deve ser uma prioridade, defendendo antes uma lógica de "nação global", em que os portugueses no estrangeiro mantêm ligação económica ao país.
"Não devemos estar obcecados com o regresso. O importante é que se mantenham ligados a Portugal", afirmou.
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