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Igreja vai pagar no máximo 45 mil euros a vítimas de abuso

Igreja já aprovou o pagamento de 1,6 milhões de euros a 57 vítimas de abusos sexuais. Valor mínimo estabelecido é de 9 mil euros.

A Igreja Católica portuguesa já aprovou 57 pedidos de compensação financeira num montante global de 1.609.650 euros, informou esta quinta-feira a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). A compensação financeira a atribuir a cada uma destas pessoas tem como valor máximo 45 mil euros e o valor mínimo de 9 mil euros.

Igreja já aprovou o pagamento de 1,6 milhões de euros a 57 vítimas de abusos sexuais
Igreja já aprovou o pagamento de 1,6 milhões de euros a 57 vítimas de abusos sexuais

Dos 78 pedidos elegíveis foram aprovados 57. Existem ainda 9 em fase final de análise para a definição do montante a atribuir e 1 está pendente, aguardando a decisão da Santa Sé. Os restantes 11 foram indeferidos.

A Conferência Episcopal Portuguesa e Conferência dos Institutos Religiosos (CIRP) informam em comunicado que os valores foram estabelecidos em Assembleia Plenária extraordinária de 27 de fevereiro de 2026, tomando em consideração os pareceres das Comissões de Instrução e da Comissão de Fixação da Compensação.

Dos 78 pedidos de compensação, 78 foram considerados elegíveis para apreciação final e 17 foram "arquivados liminarmente". "Estes últimos correspondem a situações não enquadráveis no Regulamento, bem como a situações em que as pessoas denunciantes não compareceram à entrevista com as Comissões de Instrução ou deixaram de responder aos contactos para o respetivo agendamento", explica a .

Existem nove pedidos em fase final de análise e um pedido pendente que aguarda "decisão da Santa Sé". 

No seu comunciado, a CEP e a CIRP renovam o pedido de perdão às vitimas "por todo o mal causado" e asseguram que a atribuição de uma compensação financeira "não apaga o que aconteceu nem elimina as consequências dos abusos na vida de quem os sofreu". "Com este gesto concreto, a Igreja em Portugal deseja reconhecer o sofrimento e a dignidade de cada pessoa que passou por tais atentados, procurando a reparação possível dos danos sofridos. Este não é um gesto isolado, mas parte de uma responsabilidade que a Igreja deve assumir humildemente, inserida num compromisso mais amplo que inclui a escuta, o acompanhamento, a prevenção e a intervenção através das estruturas competentes", assegura a nota.

No seu comunciado, a CEP e a CIRP renovam o pedido de perdão às vitimas "por todo o mal causado" e asseguram que a atribuição de uma compensação financeira "não apaga o que aconteceu nem elimina as consequências dos abusos na vida de quem os sofreu". "Com este gesto concreto, a Igreja em Portugal deseja reconhecer o sofrimento e a dignidade de cada pessoa que passou por tais atentados, procurando a reparação possível dos danos sofridos. Este não é um gesto isolado, mas parte de uma responsabilidade que a Igreja deve assumir humildemente, inserida num compromisso mais amplo que inclui a escuta, o acompanhamento, a prevenção e a intervenção através das estruturas competentes", assegura a nota.

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