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Igreja atrasa pagamento às vítimas de abusos

Raquel Lito
Raquel Lito 03 de fevereiro de 2026 às 23:00

João é dos mais avançados no processo, mas continua no escuro: perdeu até as expectativas de receber algum dinheiro. Nunca obteve uma justificação das entidades religiosas pela demora – tudo o que sabe é pela TV –, e ainda não existe previsão para a compensação.

Passaram-se quase seis décadas desde que João foi abusado pelo padre, diretor de um colégio católico em Lisboa, mas a ferida está lá – e continua aberta. À SÁBADO descreve-o como um “monstro libidinoso”, de batina até aos pés. O abusador morreu entretanto. João recorda-se bem de quando começaram “os avanços”, em 1968, continuados até ao segundo período de 1969, e de como se sentiu desamparado pela escola. “Depois de me terem estragado a vida, um pedido de desculpa não me chega”, afirma. Para que não restem dúvidas, justifica a importância da compensação financeira (nunca se diz indemnização por ser um processo extrajudicial): “Dar-me-ia uma certa paz de espírito, no caso de ter alguma dificuldade em tempos tão difíceis como os que atravessamos.”

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