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Há 111 dias que autarca governa Barcelos em prisão domiciliária

17 de setembro de 2019 às 14:38
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PSD/Barcelos exige que o presidente da Câmara Miguel Costa Gomes (PS) suspenda funções "de imediato" ou faça "cair" o executivo.

O PSD/Barcelos instou hoje o presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes (PS), a suspender funções "de imediato" ou a fazer "cair" o executivo, considerando ser insustentável que o autarca continue a governar o município em prisão domiciliária.

Em comunicado, o PSD acusou ainda Costa Gomes de "apego ao poder", sublinhando que o município "não pode ser governando num vaivém de incertezas".

"O senhor presidente ou confia no executivo que consigo se apresentou a votos em 2017 e suspende de imediato as suas funções, substituindo-o quem de direito, ou faz cair o executivo em quem, afinal, parece não confiar", refere o comunicado.

Para o PSD, "o que não mais se pode é permitir que, insolitamente, Barcelos e os barcelenses não possam contar com o seu presidente".

"O que não se concebe é que a autarquia não seja regida pelo seu presidente, que não está presente pessoalmente, porque proibido judicialmente", acrescenta.

Miguel Costa Gomes está em prisão domiciliária desde 03 de junho, indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação, no âmbito daoperação Teia.

Está também proibido de contactar com os funcionários do município.

Em setembro, um juiz de instrução criminal decidiu manter estas medidas de coação.

Para o PSD, Costa Gomes está a protagonizar "uma façanha inédita na história, governando a partir da sua casa em Gamil há 111 dias seguidos".

"Haja decoro", apelam os sociais-democratas.

A Lusa contactou a Câmara, que ainda não reagiu ao comunicado do PSD.

Na operação Teia, e além de Costa Gomes, são ainda arguidos o entretanto demissionário presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, que ficou em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 40 mil euros, e a mulher, a empresária Manuela Couto, que ficou em prisão domiciliária.

O outro arguido é o ex-presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto Laranja Pontes, que também ficou em liberdade mediante caução de 20 mil euros, e com suspensão das funções que exercia.

Laranja Pontes reformou-se entretanto.

O processo está relacionado com alegados favorecimentos às empresas de Manuela Couto por parte do município de Barcelos e do IPO/Porto, a troco de favores políticos conseguidos por Joaquim Couto.

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