Governo contratou mais de 2.550 funcionários escolares em quatro anos

Leonor Riso , Lusa 07 de janeiro de 2019
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Número de assistentes operacionais não é suficiente, diz presidente da Associação Nacional de Diretores e Escolas Públicas.

Quando confrontado com as faltas de funcionários escolares registadas pelas direções escolares, o Ministério da Educação garante à SÁBADO que "as faltas, assinaladas pelas direções escolares, são sempre alvo de análise e levado a cabo o respetivo reforço nos casos mais prementes".

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores e Escolas Públicas, diz que faltam 811 funcionários nas escolas portuguesas. Contudo, o Governo sublinha que "no decorrer desta legislatura as escolas foram já reforçadas com um total de mais de 2550 assistentes operacionais (AO), resultado da revisão da portaria de rácios (2000 AOs), bem como de reforços efetuados antes da entrada em funcionamento da mesma (250 + 300 AOs)".

Dividindo o número de funcionários contratados por agrupamento (composto por várias escolas), em quatro anos foram contratados 3 assistentes operacionais por cada um. 

"Se cada agrupamento tiver um assistente operacional em falta, são 811. Mas há alguns agrupamentos que têm dez assistentes em falta, ainda mais porque há assistentes que estão 'de junta médica' em casa há anos e continua a não haver regime legal que enquadre a sua substituição", afirmou Lima ao Público. "As escolas só estão a funcionar porque os diretores e os assistentes fazem das tripas coração", reforça, acrescentando que não há um "regime legal" que enquadre a substituição de funcionários "de junta médica". 

Falta de auxiliares leva a encerramento de Escola Anselmo de Andrade em Almada
A Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, no distrito de Setúbal, encerrou hoje por falta de auxiliares, obrigando cerca de 1200 alunos a regressar a casa, informou fonte do estabelecimento de ensino. 

"Abrimos a escola de manhã, mas fechou por volta das 11:00. Temos muita gente doente e muita falta de pessoal", avançou à Lusa uma funcionária da Escola Anselmo de Andrade. 

Segundo a mesma responsável, se a escola se mantivesse aberta, a partir das 15:45 iria "ficar sem ninguém", uma vez que não existiam auxiliares para fazer o turno seguinte. 

De acordo com o 'site' da Anselmo de Andrade, são cerca de 1200 os alunos que frequentam esta instituição de ensino. 

A Escola Anselmo de Andrade é sede de um agrupamento com o mesmo nome, que inclui a Escola Básica Feliciano Oleiro e a Escola Básica do Pragal, que hoje funcionaram normalmente. 

No entanto, segundo a fonte da Anselmo de Andrade, nas escolas básicas "também falta pessoal".

A agência Lusa tentou contactar a direção do agrupamento, mas até ao momento não foi possível obter esclarecimentos.

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