No discurso na sessão de abertura do 25.º Congresso do Partido Socialista, José Luís Carneiro falou de união, do partido e do país, e desafia Luís Montenegro. Colocou ainda em cima da mesa quatro propostas para o país.
No discurso na sessão de abertura da 25.ª reunião magna do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro considerou que este é um momento "muito especial". Em particular, por ter assumido a liderança do partido há apenas oito meses "num contexto difícil". "Num momento em que muitos questionavam o nosso futuro e determinavam mesmo o nosso declínio. Afinal, estamos vivos. E bem vivos!", defendeu.
José Luís Carneiro no 25.º Congresso do PSPaulo Novais/Lusa
O secretário-geral do PS defendeu ainda que só um partido unido poderá unir o país, referindo que os seus primeiros objetivos como líder do PS passaram por "reconquistar a confiança" dos portugueses.
Durante o discurso, Carneiro avançou com várias propostas para o país: IVA zero nos produtos alimentares essenciais, a redução de 23% para 13% no IVA dos combustíveis e do gás, a duplicação do consumo de energia tributada a 6% e a isenção de ISP sobre o gasóleo para a agricultura., considerando que "não colocam em causa a estabilidade orçamental e aliviam os custos da vida das famílias". Defendeu também que não se deve "ignorar ou adiar respostas enquanto persistirem os efeitos da guerra".
"A insegurança social alimenta o populismo e a extrema-direita"
Para o secretário-geral do PS, o Governo de Luís Montenegro tem que decidir se quer fazer a acordos com o Chega ou se prefere "abrir-se a convergências moderadas" com o PS, desafiou José Luís Carneiro, avisando que "se o Governo escolher ventos, terá tempestades".
"Há linhas que não se negoceiam. A Constituição não se relativiza. A democracia não se instrumentaliza. Se tentarem desfigurar os equilíbrios do nosso sistema democrático, começando por tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional, ouvirão da nossa parte um rotundo não", alertou, numa referência ao impasse para os órgãos externos. De acordo com Carneiro, isso não será feito "por cálculo partidário", mas "por dever, por imperativo democrático".
Carneiro salientou que o país enfrenta atualmente "desafios novos" e que "a insegurança social, económica e política alimenta o populismo e a extrema-direita". "A nossa resposta é clara: rejeitamos com todas as nossas forças uma política que divida os portugueses", sublinhou, defendendo que "a melhor resposta aos extremistas é a resolução dos problemas reais das pessoas".
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