Denúncia do sindicato: Faltam médicos para as escalas dos Serviços de Urgência

Denúncia do sindicato: Faltam médicos para as escalas dos Serviços de Urgência
Vanda Marques 31 de agosto

“As equipas das urgências estão depauperadas.” É desta forma que Jorge Roque da Cunha descreve o panorama nos hospitais portugueses. Com falta de médicos no SNS, a situação é preocupante.

O alarme soou com a situação do Hospital de São Bernardo em Setúbal – equipas abaixo do mínimo recomendável e um dia sem urgência obstetrícia – mas o presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) diz que este não é caso único. "Posso afirmar que na esmagadora maioria dos nossos hospitais as equipas de urgência estão abaixo dos mínimos. Teria muito gosto de ser desmentido pelo Ministério da Saúde", diz à SÁBADO.

Jorge Roque da Cunha revela que a mais recente situação aconteceu no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, que vive uma grave carência de médicos nas escalas do Serviço de Urgência. No dia 4 de agosto, a Urgência de Obstetrícia esteve mesmo encerrada durante 24 horas devido à falta de profissionais. Aliás, dias depois, o diretor do serviço de Obstetrícia do mesmo Hospital, Pinto de Almeida, demitiu-se. Motivo revelado pela Ordem dos Médicos? Falta de profissionais.

O problema tem-se agravado e, como explica o presidente do SIM, é tudo uma questão de números. Senão veja-se: o quadro de pessoal do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Setúbal deveria contemplar "22 obstetras, na verdade, tem 12. Mas 8 têm mais de 55 anos". Em comunicado a Administração do Hospital de Setúbal revelou que o episódio do encerramento se tratou de uma "questão pontual por falta de recursos humanos".

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