O que acontece aos médicos demissionários? Há quem esteja desde 2018 à espera de substituição

O que acontece aos médicos demissionários? Há quem esteja desde 2018 à espera de substituição
Lucília Galha 13 de novembro

Os médicos mantêm-se a trabalhar, mas os serviços, nomeadamente as urgências, passam a funcionar pior. Os tempos de espera duplicam e há coisas que ficam por fazer.

No espaço de um mês houve duas demissões em bloco de médicos em funções de chefia na área da Grande Lisboa. A primeira, no Centro Hospitalar de Setúbal, ainda no início de outubro – um total de 87 médicos entre membros da direção clínica, coordenadores de unidade e chefes da equipa de urgência; a segunda, já esta semana, num dos mais importantes hospitais do País. Todos os chefes de equipa dos serviços de urgência de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria anunciaram a intenção de se demitirem.

Contudo, esta é uma situação que, nos últimos anos, se tem tornado cada vez mais frequente. Daí que especialistas e as próprias instituições médicas falem num "grito de alerta". "Esta situação é generalizada, não é possível os médicos do Serviço Nacional de Saúde trabalharem mais, nem continuar a assistir ao Titanic a afundar-se", chama a atenção Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos.

Mas, o que significam na prática estas demissões? Quais são as consequências para as instituições e, em última análise, para os próprios doentes. Saiba de que forma afeta a sua ida ao hospital.

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