Concentração de ozono ultrapassou valores normais em Ílhavo e Aveiro

Lusa 12 de setembro de 2020
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Foi registada uma concentração média horária de 185 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³).

O limiar de concentração de ozono voltou hoje a ser ultrapassado nos concelhos de Ílhavo e Aveiro, segundo a medição registada entre as 15:00 e as 16:00, informou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Bairro da Misericórdia, em Aveiro

Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) refere que foi registada na estação de Ílhavo, no distrito de Aveiro, uma concentração média horária de 185 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), registo superior aos 180 µg/m3 definidos como "valor limiar de informação da população".

Segundo a CCCDRC, os valores são relativos às freguesias de Aradas, Esgueira, Glória, Santa Joana e São Bernardo, no concelho de Aveiro, e Gafanha da Encarnação, Gafanha da Nazaré, Gafanha do Carmo e São Salvador, no concelho de Ílhavo.

O limiar de concentração de ozono nos concelhos de Ílhavo e Aveiro tinha já sido ultrapassado na passada quarta-feira, entre as 19:00 e as 20:00, de acordo com a medição registada na estação de Ílhavo, que apontou uma concentração média horária de 240 µg/m³.

Os valores de concentração de ozono observados podem provocar "danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)", alertou a CDDRC.

A CCDRC recomenda, por isso, que os residentes nos locais afetados reduzam ao "mínimo a atividade física intensa no exterior (sobretudo ao ar livre)" e evitem "outros fatores de risco, tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição", como, por exemplo, "gasolina, tintas e vernizes".

É também aconselhável que "respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso" e que "recorram a cuidados médicos em caso de agravamento de eventuais sintomas", acrescentou.

"A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares", frisou a CCDRC, na nota hoje divulgada.

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