Bullying imobiliário: O medo impera na Baixa de Lisboa

Bullying imobiliário: O medo impera na Baixa de Lisboa
Margarida Davim 08 de julho de 2021

Presidente da Junta de Santa Maria Maior aponta ao dedo a “Lei Cristas, desregulação do alojamento local e ação de fundos” pela perda de 20% da população.

As histórias já são comuns no bairro. "Tiram as lâmpadas do prédio, tiram os corrimões, as caixas do correio, o elevador. Começam a fazer obras no andar ao lado para perturbar e danificar", relata à SÁBADO o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, Miguel Coelho.

As estratégias são usadas por senhorios, muitas vezes fundos imobiliários, que se querem ver livres de inquilinos que pagam rendas baixas. E continuam apesar de, desde 2019, haver uma lei que proíbe este assédio e estabelece multas a quem o pratica.

"A lei certamente alterou alguma coisa. Mas há sempre criminosos", nota à SÁBADO Miguel Coelho, que apesar de tudo o que viu nos últimos anos não consegue esquecer o grau de destruição a que assistiu no apartamento de uma idosa que há cinco anos recusa ceder à pressão de um fundo para sair do seu apartamento na Rua do Ouro.

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