Bairro 6 de Maio: informações da Câmara contestadas por moradores

Bairro 6 de Maio: informações da Câmara contestadas por moradores
Leonor Riso 07 de fevereiro de 2017

A Câmara Municipal da Amadora garante que ninguém irá para centros de acolhimento para sem-abrigo. Pedro Soares, presidente da comissão parlamentar de habitação, lamenta justificações burocráticas

Esta manhã, às 7h30, recomeçaram as demolições de casas no bairro 6 de Maio, na Amadora. A destruição motivou protestos dos moradores, que defendem que um deles foi agredido pela PSP. Em resposta, a polícia afirmou que três agentes tiveram de ser hospitalizados.

Segundo a Câmara Municipal da Amadora, o morador agredido, e que também foi acusado de bater nos agentes da polícia, vivia numa das "quatro construções degradadas" que, com um anexo "utilizado para práticas ilícitas", foram demolidas através do Programa Especial de Realojamento (PER). Pedro Soares, deputado do BE e presidente da Comissão Parlamentar da Habitação, e Rita Silva, da associação Habita (que tem acompanhado as demolições), indicaram à SÁBADO terem sido demolidas seis casas.

Em comunicado, a Câmara indicou o caso dos moradores de cada casa, garantindo que nenhum precisará de ser encaminhado para centros de acolhimento para sem-abrigo. Lê-se que a habitação do morador hoje agredido estava "ocupada ilegalmente", depois de "se ter verificado que o mesmo tem alternativa habitacional no bairro do Zambujal". À SÁBADO, Rita Silva explicou a situação. "O Avelino tem uma namorada, cujo ex-marido detinha uma casa no bairro do Zambujal". Por isso, a namorada estava registada nesta casa. "A alternativa, então, era viver na casa do ex-marido da namorada. Como podia ele lá morar?" O Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) detém a informação sobre este bairro e deu-a à Câmara Municipal da Amadora.

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