Autárquicas: A reciclagem de candidatos

Autárquicas: A reciclagem de candidatos
Margarida Davim 15 de abril de 2021

A lei impõe a limitação de mandatos. Mas há um truque para lhe dar a volta. Depois de um mandato sabático, há dinossauros de volta: do cantor pimba algarvio ao independente eleito pelo PS que agora regressa pelo PSD, os partidos reciclam autarcas.

Luís Gomes atingiu em 2017 o limite de mandatos. O empresário da construção civil e cantor romântico latino deixou então a Câmara de Vila Real de Santo António nas mãos da sua número dois, Conceição Cabrita. Quatro anos depois, Cabrita é detida por suspeitas de corrupção, mas já estava de saída invocando motivos pessoais e Gomes regressa como candidato pelo PSD. 

Nestes anos, o social-democrata foi notícia por ser autor da música Dime por Que, da banda sonora da telenovela da TVI A Herdeira, mas também por ter sido escolhido pelo presidente da Câmara de Faro eleito pelo PSD, Rogério Bacalhau Coelho para requalificar a frente ribeirinha de Faro, num contrato com o valor global de €72 mil euros. 

Quando cumpriu o seu último mandato, a Câmara de Vila Real de Santo António estava em rutura financeira e coube à sucessora Conceição Cabrita fazer os cortes que permitiram reduzir em cerca de 15 milhões a dívida do município. Agora, Gomes descreve à Lusa o regresso como "totalmente desafiante" e garante que os números que obrigaram a autarquia a recorrer a ajuda financeira não contam a história toda. 

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