Autarca de Odemira pede apoios económicos ao Governo para travar crise de covid-19

Com a maior taxa de incidência de Covid-19 do País, o concelho diz que os números não são tão graves quanto parecem, e que precisa de ajuda do Governo para ultrapassar a má fase.

No passado fim-de-semana, soaram os alarmes em Odemira. O concelho registava a mais elevada taxa de incidência de casos de Covid-19 do País - 991 por cada 100 mil habitantes, segundo os dados oficiais - depois de se ver entre os concelhos que não apenas não veriam um alívio nas medidas de confinamento, como também a sua intensificação.

O cenário parece pouco encorajador, mas o governo local diz que as contas estão mal-feitas. Por telefone, José Alberto Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Odemira, diz que as medidas do governo, que considera excessivamente severas, foram tomadas "sem ter em conta a expressiva presença das comunidades migrantes no concelho".

O autarca explica que as contas da taxa de incidência foram feitas "com base na população censitária" - menos de 25 mil pessoas segundo o censo de 2011 - quando, na verdade, o concelho sabe que o número real está mais próximo das 40 mil, o resultado das atividades agrícolas de caráter sazonal que captam muitos migrantes, especialmente asiáticos, durante a primavera e o verão. 

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