Autoridades angolanas enviaram duas Cartas Rogatórias para a Procuradoria-geral. Há suspeitas de burla qualificada em negócios de carruagens e turbinas.
O Ministério Público angolano enviou para a Procuradoria-geral da República duas Cartas Rogatórias, pedindo a constituição como arguido de Ricardo Leitão Machado, empresário, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
Angola investiga suspeitas de burla com carruagens e turbinas, envolvendo o cunhado de Leitão AmaroSábado
Segundo informações recolhidas pela SÁBADO, as autoridades angolanas suspeitam do crime de burla qualificada em dois negócios realizados, em Angola, por uma empresa de Ricardo Machado, a Aenergy: a venda de carruagens para a caminhos de ferro de Luanda e a turbinas para o ministério da energia.
Esta quarta-feira a SÁBADO revela todos os detalhes dos negócios e como um deles chegou a um tribunal americano. O juiz deste processo declarou que Ricardo Machado também era responsável por uma fraude.
A SÁBADO revela uma troca de mensagens entre dois quadros da empresa norte-americana, que implicam o empresário português e como, noutro processo em curso em Portugal, o Millennium/BCP lhe deixou fugir cinco milhões de euros.
Nos últimos anos, o empresário dedicou-se a comprar unidades hoteleiras em Idanha-a-Nova e a Herdade do Vale Feitoso, um antigo feudo da família Espírito Santo.
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Angola quer cunhado de Leitão Amaro como arguido: «Já tinha sido condenado em Portugal»
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