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Na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, o Ministro da Presidência diz que Forças Armadas estão no terreno desde quarta-feira.
O ministro da Presidência refutou esta sexta-feira as críticas da oposição à ministra da Administração Interna, dizendo que esteve sempre presente, e também sobre uma alegada declaração tardia da situação de calamidade por parte do Governo.
António Leitão AmaroDR
Na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro afirmou que, na resposta às consequências da depressão Kristin, o Governo já recorreu ao manual de resposta a crises (o mecanismo CorGov).
Sob a coordenação do primeiro-ministro, integraram também este núcleo duro de resposta à crise o próprio ministro da Presidência, a ministra da Administração Interna, o ministro da Economia e Coesão Territorial, o ministro das Infraestruturas e Habitação, o ministro do Ambiente e Energia e a ministra da Saúde.
Sobre as críticas da oposição, designadamente do PS, de que a ministra Maria Lúcia Amaral teria estado ausente da gestão desta crise, o ministro da Presidência rejeitou-as taxativamente.
"Viram a ministra na Autoridade Nacional de Proteção Civil - e não apenas no momento com o primeiro-ministro - esteve no Conselho de Ministros hoje, falei incontáveis vezes com ela. Ausência? Não, acho que não foi nenhum holograma que viram nas vossas câmaras", afirmou.
Leitão Amaro salientou, por outro lado, que "o primeiro-ministro fala por todo o Governo".
"Não é só a voz principal do Governo, é também o coordenador, o líder do Governo e o responsável ao máximo pela nossa ação", salientou.
O ministro da Presidência rejeitou igualmente críticas da oposição de que a situação de calamidade tivesse sido decretada tardiamente.
"A declaração do estado de calamidade não acrescentou nenhuma medida de resposta imediata, nenhuma medida de socorro às populações, porque todas as medidas que deveriam ser tomadas, quer as preventivas de aviso, quer as de socorro, apoio e proteção da população, estavam e estão em curso, de entidades públicas, de entidades privadas e a coordenação entre si", defendeu.
As vantagens da declaração da situação de calamidade são, segundo o ministro, sobretudo para o futuro e para proteção das zonas afetadas para efeitos de apoios e seguros.
"A prontidão de todo o sistema de proteção civil, de forças de segurança, de todas as entidades e de entidades privadas foi decidido e iniciado antes da chegada do evento extremo da ciclogénese explosiva e foi feita num estado máximo de prontidão", salientou.
Leitão Amaro salientou que a depressão Kristin foi "brutal", admitiu que está a causar, além de muita destruição e perda de vidas humanas, dificuldades de mobilidade que "estão a atrasar, reparações e socorro a populações".
"E é nisso que estamos focados como prioridade: conseguir chegar a essas pessoas com a máxima celeridade, mobilizando tudo, todos", afirmou.
Questionado sobre a atuação das Forças Armadas, o ministro confirmou que estão no terreno desde quarta-feira e deu até vários exemplos de atuação do Exército e da Força Aérea.
"Militares, bombeiros, forças de segurança, portanto, agentes da PSP, guardas da GNR, Segurança social, o país está mobilizado, o Estado está mobilizado desde as primeiras horas. O Estado tem estado, esteve desde o princípio e continuará a estar ao lado dos portugueses, sobretudo aqueles das populações mais vulneráveis", assegurou.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
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