Abel Matos Santos defendia que com ditadura havia emprego e que o país crescia

Diogo Barreto , Carlos Rodrigues Lima 04 de fevereiro de 2020

Em 2010, numa intervenção na Assembleia Municipal de Coruche, o atual vogal da direção do CDS também defendeu que "a Guerra do Ultramar estava ganha", recusando-se a votar moção de apoio ao 25 de Abril que classificou como um "golpe de Estado".

O atual vogal da comissão executiva do CDS Abel Matos Santos recusou-se, em abril de 2010, numa Assembleia Municipal de Coruche, a votar favoravelmente uma moção de saudação ao 25 de Abril de 1974 por considerar que a data celebrava um "golpe de Estado" que podia ter levado o país a "uma ditadura comunista". 

Na sua intervenção, que pode ser consultada no site da Câmara Municipal, Abel Matos Santos disse, depois de deputados do PS e da CDU terem lido documentos de saudação ao 25 de Abril de 1974: "A questão é: Era preciso uma Revolução? O país crescia mais de 6 pontos percentuais por ano, a guerra do Ultramar estava ganha, havia emprego e estabilidade, Portugal era reconhecido internacionalmente, tudo estava calmo!"

Abel Matos Santos apontou também armas aos capitães de Abril: "Um golpe de Estado, um ato duvidoso de uns quantos oficiais do quadro permanente, por questões corporativas e salariais, apoiados por desertores no exterior (imagine-se que um deles pretende hoje, ser Presidente da República), que nos quiseram trazer os famosos 3 D’s - Descolonização, Democracia e Desenvolvimento.

O atual vogal do CDS acrescenta ainda que o 25 de Abril foi responsável por colocar "Portugal no caminho da falência", apresentando depois como prova dois gráficos mostrados por José Gomes Ferreira num comentário na SIC. 

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