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Gouveia e Melo diz querer ser uma influência positiva para o sistema

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 14:14

Almirante considera que, tendo em conta o seu passado profissional, poderá ter capacidades que outros candidatos não têm.

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo disse este domingo querer ser uma influência positiva para o sistema e sublinhou que, tendo em conta o seu passado profissional, poderá ter capacidades que outros candidatos não têm.
Gouveia e Melo, candidato às presidenciais Lusa
Questionado pelos jornalistas se o atual momento de insegurança pode favorecer a sua campanha eleitoral, por ser militar, Gouveia e Melo respondeu que não é uma questão de ser um militar em Belém, mas sim de ter "conhecimentos e capacidades que eventualmente outros não têm". "A coisa mais importante que os portugueses vão ter de decidir é o perfil do presidente que querem. Qual é o perfil? Quais são as capacidades que desejam ter na presidência? Com que perfil? Com que personalidade? Maneira de estar? Forma de estar? E também passado. Isso é o que os portugueses vão ter que decidir a partir de agora", afirmou, numa visita à Feira do Relógio, em Lisboa. Gouveia e Melo disse ainda querer fazer uma campanha pela positiva, sentimento que quer manter caso seja eleito nas eleições de 18 de janeiro, afirmando que pretende ser uma influência positiva. "[...] A presidência não é um lugar executivo, é mais um lugar de influência. Mas pode ser uma influência positiva, pode não ser nada, pode simplesmente não apagar-se, ou pode ser, em casos também extremos, uma influência negativa para o sistema. Eu pretendo ser uma influência positiva", referiu. No primeiro dia oficial de campanha, Gouveia e Melo reiterou que o seu partido é Portugal e que a sua comissão de honra só podem ser os portugueses: "Eu defendo todos. Eu fui treinado a pensar em Portugal como um todo, não como uma parte, como um grupo". Relativamente à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, o candidato mostrou-se preocupado com a situação, mas repetiu que "nenhum país vai conseguir controlar outro" e que já não existem colónias, apelando a que se aguarde com paciência o desenrolar dos acontecimentos. "Temos de esperar, temos de ser pacientes, não nos precipitarmos. Os Estados Unidos é um aliado nosso. Nós somos europeus e atlânticos. É preciso nunca esquecer essa parte. Nós somos também atlânticos. E, portanto, temos que ter algum cuidado, algum sentido também de Estado", alertou. Questionado sobre se o governo português, à semelhança de Espanha, deveria declarar que não reconhece o novo Estado da Venezuela, o candidato apelou à precaução, lembrando que Portugal trem uma posição que pode trazer vantagens, mas também riscos. "Eu julgo que a precaução e caldos de galinha, como dizem os portugueses, é uma coisa importante. Nós estamos numa posição estratégica que nos traz vantagens, mas também nos traz alguns riscos. E temos que conviver com isso e perceber quais são os interesses portugueses, verdadeiramente", concluiu. Além de Gouveia e Melo, concorrem às eleições presidenciais Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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