Candidato não tem dúvidas de que os EUA violaram o direito internacional.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou este domingo que houve "uma violação do direito internacional" dos Estados Unidos da América face à Venezuela e acusou Donald Trump de parecer "mais interessado no petróleo do que na democracia".
Marques Mendes, candidato às PresidenciaisRodrigo Antunes/Lusa/EPA
"Que há uma violação do direito internacional - já ontem eu disse de manhã - não oferece nenhuma dúvida, não vale a pena estarmos a ser hipócritas. Há uma violação do direito internacional? Com certeza que há", afirmou.
O candidato considerou que "nos últimos anos, no mundo, só há violações do direito internacional", porque "as Nações Unidas não funcionam".
Luís Marques Mendes afirmou que "aquele golpe já se deu" e "já não se pode revogar o que acontecer", e agora a questão "é sobretudo o futuro".
"O golpe já se deu, independentemente de se concordar ou não concordar com ele", sustentou, considerando que agora têm de ser "os venezuelanos a decidir o seu futuro" e "não podem ser os Estados Unidos a substituir-se à soberania da Venezuela".
"Já que cai um ditador, e esta é a grande notícia no meio disto tudo, um ditador dos piores que o mundo teve, agora, então, que se concretize um processo democrático", defendeu.
Marques Mendes disse também ter ficado "um pouco dececionado com o Presidente dos Estados Unidos, que parecia que estava mais interessado no petróleo do que na democracia", criticou.
"Eu estou mais interessado na democracia do que no petróleo", salientou.
O candidato presidencial voltou a pedir também que seja acautelada a segurança dos portugueses na Venezuela.
O candidato a Presidente da República falava aos jornalistas nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, no arranque de uma iniciativa de contacto com a população neste que é o primeiro dia do período oficial da campanha para as eleições presidenciais do próximo dia 18.
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