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Casa da mulher, carro e motorista do partido. A declaração de André Ventura

Marco Alves 14 de janeiro de 2026 às 08:53

Líder do Chega, candidato presidencial, vendeu o BMW e desloca-se a expensas do partido. Acumula €121 mil na conta à ordem.

A mais recente declaração de rendimentos disponível de André Ventura remonta a junho de 2025. É possível que a que apresentou como candidato presidencial, em dezembro, não esteja disponível para consulta antes de domingo, dia das eleições, porque o regulamento da Entidade para a Transparência dita que depois de cada político apresentar uma declaração a mesma fica congelada durante 30 dias (como explica o Público ) e só depois pode ser acedida. De qualquer modo, esta declaração não deverá ser diferente da de junho, até porque o ano a que os rendimentos declarados reportam é o mesmo: 2024.
Ventura usa carro do partido e vive em casa da mulher Sérgio Azenh
A declaração do líder do Chega é uma das mais simples, pelo menos entre os principais políticos portugueses. Ventura não tem sequer uma casa para declarar, uma vez que aquela em que vive é propriedade da mulher, Dina Nunes Ventura, com quem é casado por comunhão de adquiridos. Em 2020, a SÁBADO já tinha contado a . Quanto à casa, está num condomínio de luxo com piscina na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa. Não é uma casa modesta de "30 metros quadrados", como o político com Mariana Mortágua. Ventura declarou apenas rendimentos de deputado da Assembleia da República: €62 714 durante 2024. Não tem igualmente ações, quotas em empresas, ou sequer carros. No banco, declarou uma conta à ordem no valor de €121.858. Não tem passivo. Ao longo dos anos, a SÁBADO tem também revelado a evolução patrimonial do líder do Chega (por exemplo, ), que não tem muito diferente da atual. Em 2023 vendeu o BMW Série 1 que tinha (hoje desloca-se num carro do partido, com motorista e seguranças), mesmo no seu tempo livre, como já o referiu em reportagens da SÁBADO. Esta ausência de custos fixos é uma das razões porque ao longo dos anos foi acumulando dinheiro na conta à ordem, não tendo de momento qualquer tipo de investimento, seja a prazo, seja em produtos financeiros com maior risco. Em 2018, por exemplo, Ventura tinha poupanças que concentrava num só instrumento sem risco, nem retorno: a conta à ordem. “Não tenho jeito para investimentos, nem para aplicações - essa é a única razão”, disse à SÁBADO antes das Presidenciais de 2020. Em 2017, quando apresentou a primeira declaração, era sócio de uma pastelaria em Loures com o sogro. Venderia a participação nesse ano.
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