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André Ventura e a "inoportunidade" do Conselho de Estado: "Não tem uma justificação"

Lusa 09 de janeiro de 2026 às 13:27

Candidato diz que pretende transmitir a Marcelo que o Presidente da República devia ter tido uma "ação firme" com o Governo na saúde.

O candidato presidencial apoiado pelo Chega lamentou esta sexta-feira a "inoportunidade" do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma "ação firme" com o Governo na saúde.
“A função do tribunal é julgar, não mudar convicções políticas nem discursos políticos”, defende André Ventura DR
"Certamente vou dar nota de duas coisas: da inoportunidade que um Conselho de Estado no meio de uma eleição presidencial, que não tem uma justificação, a que não seja colocar o Presidente da República em exercício no centro do debate político. E obviamente que vou dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que aquilo que aconteceu nos últimos dias em Portugal, em termos de saúde, mereceria uma ação firme do Presidente da República", defendeu André Ventura. O candidato às eleições presidenciais de dia 18 falava aos jornalistas em Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, num dia em que a sua agenda de campanha tem apenas uma iniciativa devido ao Conselho de Estado no qual vai participar, à tarde, para analisar a situação na Ucrânia e na Venezuela. Apesar de os temas serem internacionais e de considerar que a convocatória deste órgão consultivo do chefe de Estado é errada, André Ventura, que foi eleito conselheiro de Estado pelo parlamento em 2024, considerou que "é preciso dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que ele falhou ao não chamar a atenção do Governo em falhas gravíssimas" nos últimos dias, "quando pessoas morriam por falta de atendimento médico". "Portanto, eu perguntarei ao Presidente da República, com todo o respeito, e é muito, que tenho por ele, o que é que andava a fazer nestes dias", afirmou.
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Interrogado sobre o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter pedido, na quinta-feira, uma explicação o mais rápido possível sobre os casos de mortes que ocorreram sem que tivesse chegado socorro do INEM, defendendo que os portugueses precisam de certezas nesta matéria, Ventura considerou que o chefe de Estado "falou 48 horas depois do que devia ter falado". O candidato a Belém lamentou que "o Presidente da República tenha que ter um candidato a dizer-lhe que ele tem que falar sobre saúde" e acrescentou que, caso seja eleito, não irá "precisar que ninguém" lhe diga "que é o momento de falar ou não falar". Além de André Ventura, dos candidatos presidenciais, também Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP) vai participar no Conselho de Estado.
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