Sábado – Pense por si

Pedro Ledo
Pedro Ledo Jurista especialista em Cibersegurança
11 de julho de 2026 às 08:00

O Estado algorítmico: a inteligência artificial entra na máquina da Administração Pública

Portugal representa apenas setenta e cinco por cento da produtividade média da União Europeia, e a IA surge como a alavanca escolhida para fechar essa lacuna.

Portugal deu, em janeiro de 2026, um passo que muitos executivos privados ainda hesitam em dar. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2026, de 8 de janeiro, aprovou a Agenda Nacional de Inteligência Artificial e o respetivo Plano de Ação até 2030, e nela o Estado deixa de ser mero regulador para assumir o papel de utilizador pioneiro da tecnologia. O Governo destinou vinte e cinco milhões de euros especificamente para a adoção de IA na Administração Pública, dentro de um envelope global que ultrapassa os quatrocentos milhões, na sua maioria de origem europeia. A lógica é simples e poderosa. O Estado é, nas palavras do próprio executivo, um dos maiores reservatórios de valor para a aplicação de IA, com um potencial estimado de mil e duzentos milhões de euros de valor acrescentado bruto só na vertente generativa.

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