Houve pelo menos sete voluntários portugueses que foram para a Ucrânia lutar contra as tropas russas – o jornalista Alexandre R. Malhado falou com três deles. O especialista Tim Marshall alerta para a “ideia ridícula” de que não havia lugar para a guerra no século XXI. E, num registo descontraído, a atriz Ana Bola aborda a sua carreira
O jornalista Alexandre R. Malhado falou com três dos sete voluntários portugueses que se juntaram à Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. Com medo de fugas de informação, que possam pôr a sua segurança em risco, muitos têm recusado abordar a guerra. Um deles chegou a pedir dinheiro àSÁBADOpor uma entrevista, com receio dos efeitos de uma aparição mediática. O trauma explica-se pelo bombardeamento à base de Yavoriv, onde estavam vários voluntários portugueses: a seguir ao ataque, dispersaram. Enquanto a maioria procura regressar, Vitaliy Kalynyuk vai ficar. "Até ao fim. É o que está no nosso contrato", afirma o ex-paraquedista luso-ucraniano. "Já cumpri o meu papel em Portugal. Está na hora de defender a Ucrânia e a democracia europeia. Temos uma oportunidade para eliminar a ameaça russa já aqui, antes que avance mais."
A ideia ridícula de não haver guerra
Em 2015, Tim Marshall escrevia o livroOs Prisioneiros da Geografiae começava a introdução com Putin. O jornalista inglês especulava que o Presidente russo pediria a Deus todas as noites uma cordilheira de montanhas na Ucrânia. Porquê? É que a Rússia não tem nenhuma proteção natural desse lado mais ocidental e o medo dos ataques nunca desapareceu. E já imaginava este desfecho? "Acho que nunca imaginei que fosse tão mau como é hoje. Mas pensava que algo parecido podia acontecer", disse à subeditora Vanda Marques. O especialista em Geopolítica, que cobriu os conflitos na Bósnia, Kosovo, Afeganistão ou Iraque, diz que a maioria da classe intelectual na Europa Ocidental errou porque "tinha esta ideia ridícula de que não havia lugar para a guerra no século XXI, em oposição a que não deve haver espaço para a guerra no século XXI, o que é muito diferente".
Ana Bola ou Ana "Bolha"?
Com o arranque das gravações da novela Rua das Flores (TVI), a agenda apertada de Ana Bola fez com que a conversa com a repórter Sónia Bento tivesse de ser dividida em dois momentos: houve uma primeira parte ao telefone (quase 2 horas), em que perdeu a noção do tempo a falar do seu único filho (que teve de emigrar para a Islândia), dos anos em que trabalhou com Herman José, dos "tempos das vacas gordas" na televisão, das "reformas miseráveis", da Covid ou da morte. O segundo encontro foi nos estúdios da Plural, onde se realizou a sessão fotográfica. Divertida, a atriz contou muitas histórias: como a de uma jornalista que lhe chamou várias vezes Ana "Bolha" – e ela nunca se "desmanchou".
Não é só para os músculos e não é só para desportistas: até ajuda no tratamento do cancro. E ainda: Sintra, a primeira estância de veraneio; a nova vida do ex-futebolista Jonas.
Nem a família ou os amigos sabiam das missões secretas deste agente português, que agora conta a sua história pela primeira vez. E ainda: o boom dos pastéis de nata; um ensaio com a banda Da Weasel.
A difícil tarefa de descobrir as maiores remunerações do País; a entrevista que continuou com o carro de Sofia Cerveira a ser rebocado; e o almoço a correr para não atrasar a acupuntura do gato Óscar.
Estão a crescer e a ganhar influência, até a nível político, funcionando com códigos e liturgia própria. E ainda: deixar de ser vegetariano por razões de saúde; a bióloga que quer salvar as cobras.
Mais do que tratar, o futuro da saúde passa por evitar os problemas, com a sequenciação genética a ser decisiva. E ainda: reportagem na Ucrânia debaixo de fogo; António Muchaxo conta as histórias de um restaurante especial.
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