Venezuela dividida em eleições que podem mudar Constituição

Venezuela dividida em eleições que podem mudar Constituição
Leonor Riso 30 de julho de 2017

Opositores de Maduro não participam na manifestação. Estão convocados protestos, proibidos pelo Estado, para hoje


O governo venezuelano convocou uma eleição para este domingo, mas a Venezuela não vai a votos. Os 19,8 milhões de pessoas do seu país são chamados a escolher os seus representantes numa eleição para a Assembleia Constituinte em que a oposição não participa e contra a qual estão 70% da população, segundo uma sondagem citada pela agência Reuters.

Para o presidente Nicolás Maduro, as eleições permitirão alterar a Constituição no que toca à defesa e segurança da Venezuela. Maduro crê que esta é a maneira de acabar com a violência que grassa no país e que desde 1 de Abril provocou 113 mortes. O governo defende que com a nova Assembleia, se pode melhorar o sistema económico do maior exportador de petróleo da América do Sul, e conseguir mais justiça contra os crimes de terrorismo e narcotráfico, entre outras mudanças.

A Assembleia Constituinte era dominada pela oposição a Maduro. De acordo com a agência Lusa, os opositores a Maduro acusam-no de usar as eleições para calar os dissidentes, de não ter consultado o povo sobre se queria este acto eleitoral, e de permitir que haja muitos candidatos com registo criminal.

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