O cidadão indiano Ajay Pant irá comparecer esta terça-feira perante o juiz, acusado de fornecer petróleo da Rússia a outro país.
O capitão do petroleiro pertencente à chamada 'frota fantasma' da Rússia, intercetado no passado domingo pelo Reino Unido, foi esta segunda-feira acusado pelas autoridades britânicas de violar as sanções impostas a Moscovo e de fornecer petróleo russo a terceiros países.
A frota fantasma da Rússia terá 700 naviosRicardo Ramos/Medialivre
A Agência Nacional do Crime britânica (NCA, em inglês) informou esta segunda-feira em comunicado que o cidadão indiano Ajay Pant, de 38 anos, capitão do navio Smyrtos, foi acusado de "fornecer ou entregar direta ou indiretamente por via marítima" petróleo proveniente da Rússia a um terceiro país, violando as sanções impostas à Rússia após a sua invasão e guerra contra a Ucrânia.
Pant irá comparecer esta terça-feira perante o juiz no Tribunal de Magistrados de Southampton (sul de Inglaterra).
O petroleiro foi intercetado este domingo ao atravessar o Canal da Mancha. O resto dos 24 tripulantes do navio, provenientes da Geórgia e da Índia, continuam a bordo do navio, que se encontra ancorado em frente às costas britânicas.
O Ministério da Defesa precisou que depois o Smyrtos, que faz parte da 'frota fantasma' de 700 navios através dos quais a Rússia exporta 75% do seu petróleo e derivados, será escoltado até às costas do sul de Inglaterra.
O ministro britânico da Defesa, Dan Jarvis, na sua primeira declaração desde que assumiu o cargo, disse que esta intervenção representa "um novo golpe" para o presidente russo, Vladimir Putin.
"A operação de ontem envia uma mensagem clara à Rússia de que o Reino Unido e os seus aliados podem e irão agir contra a máquina de guerra russa", afirmou o ministro.
Starmer anunciou em março passado que as forças armadas britânicas tinham luz verde para abordar qualquer navio suspeito de violar as sanções às exportações russas, e, segundo o Ministério da Defesa, já foram mais de 550 os navios identificados e sancionados, o que significa que não podem atracar em portos britânicos nem qualquer empresa britânica lhes pode prestar serviços.
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