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Bruxelas propõe novo pacote de sanções à Rússia centrado em setores de maior impacto

Presidente da Comissão Europeia anunciou 16 medidas, entre as quais o reforço das restrições à chamada frota fantasma russa.

A Comissão Europeia propôs esta terça-feira um novo pacote de sanções à Rússia centrado "nos setores de maior impacto" como energia, serviços financeiros e criptomoedas, querendo ainda proibir combatentes das forças armadas russas de entrar na União Europeia (UE).

Comissão Europeia aprova pagamento do PRR a Portugal, Grécia e Eslovénia
Comissão Europeia aprova pagamento do PRR a Portugal, Grécia e Eslovénia jan kranendonk/Getty Images/iStockphoto

"A nossa consistência na aplicação dos pacotes de sanções está a dar resultados e hoje apresentamos o 21.º pacote de sanções [contra a Rússia]. Estamos concentrados nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e comércio de criptomoedas. Desta vez, inclui também, pela primeira vez, o setor das pescas e, além disso, estamos a planear restringir a entrada na UE de antigos combatentes russos", anunciou a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Numa declaração sem perguntas em Bruxelas quando se assinalam mais de quatro anos desde a invasão russa da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia anunciou 16 medidas, entre as quais o reforço das restrições à chamada frota fantasma russa, regras mais severas para o setor das criptomoedas, medidas dirigidas ao setor das pescas pela primeira vez, a possibilidade de proibir plataformas de criptoativos em países terceiros que ajudem a contornar as restrições, a proibição de entrada na UE para ex-combatentes russos e novas limitações à exportação de tecnologias militares, equipamentos para drones e determinados metais.

"Hoje em dia, quase todos os dias acordamos com o mesmo tipo de notícias: mais um grande ataque russo contra cidades ucranianas, atingindo civis indiscriminadamente e também ambém acordamos com notícias de drones a violarem o espaço aéreo europeu sobre a região do Báltico e ao longo das nossas fronteiras orientais", criticou Ursula von der Leyen.

"Há duas semanas, um drone caiu num edifício residencial na Roménia e outro explodiu no porto de Constança na semana passada", referiu, resumindo: "alguns chamam a isto uma escalada russa, mas eu vejo de forma diferente, vejo isto como uma admissão simples de fracasso".

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