EUA

Trump já viu sair 19 pessoas da sua administração. Quem são?

Trump já viu sair 19 pessoas da sua administração. Quem são?
Diogo Barreto 13 de março de 2018

O seu principal aliado, a sua mais velha companheira, um dos homens mais ricos dos EUA e um funcionário que aguentou apenas 11 dias - entre outros.

Todas as crianças sabem como se joga: a canção acaba e cada uma tenta sentar-se nas cadeiras que estão livres. Quem fica de pé perde e abandona o jogo. O alargado jogo das cadeiras começou na Casa Branca dez dias depois de Donald Trump ter assumido o cargo de presidente. A diferença nesta modalidade é que sempre que alguém sai, a cadeira volta ao jogo. Esta terça-feira, Trump parou a música para mais um dos seus funcionários: Rex Tillerson, o secretário de Estado dos EUA, cargo que fica responsável pela diplomacia internacional.

Mas o jogo das cadeiras começou muito antes, no dia 30 de Janeiro. Na primeira volta foi eliminada Sally Yates, a procuradora-geral que se recusou a aceitar a proibição de entrada nos EUA a pessoas oriundas de sete países de maioria muçulmana, o famoso travel ban.

Mas se Sally Yates ter perdido o seu lugar pode não ter surgido como uma inacreditável surpresa – afinal, a procuradora vinha da administração de Barack Obama -, quando foi a vez de ser afastado Michael Flynn, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, a situação afigurou-se mais inesperada. Flynn acompanhou Trump ao longo da sua campanha eleitoral, mas acabou por ser ensombrado por ter mentido ao vice-presidente Mike Pence sobre as comunicações que manteve com o embaixador russo Sergey Kislyak no período antes das eleições. Este factor foi determinante no seu descrédito e consequente afastamento, a 13 de Fevereiro, por pedido próprio. Flynn foi substituído no seu cargo por Herbert R. McMaster.

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