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Temer já prepara governo para substituir Dilma

"Não posso, em respeito ao Senado, tratar da formação de um eventual governo, mas tenho que estar preparado para, conforme o rito, assumir o governo no dia seguinte", explicou o vice-presidente do Brasil

O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, garantiu que está preparado para assumir a Presidência da República se Dilma Rousseff for afastada do cargo em maio.

 

Em entrevista exclusiva ao jornal O Globo, Michel Temer, admitiu, pela primeira vez, que está a discutir uma equipa governamental, caso a Presidente, Dilma Rousseff, seja afastada, no âmbito do processo de impeachment, que está a ser discutido pelo Senado. "Me encontro numa situação muito difícil. Não posso, em respeito ao Senado, tratar da formação de um eventual governo, mas tenho que estar preparado para, conforme o rito, assumir o governo no dia seguinte, caso a decisão seja pelo afastamento temporário da senhora presidente da República", disse o "número dois" do executivo, eleito pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

 

Na entrevista, o político não se comprometeu como nomes de futuros governantes mas disse que estava impressionado com a conversa que teve com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, apontado como um possível candidato ao cargo de ministro da Fazenda caso Temer assuma a Presidência.

 

Michel Temer também declarou que as consultas que teve nas últimas semanas com líderes políticos, economistas e outras personalidades constituem somente "sondagens", assegurando que não "assumiu compromissos com ninguém".

 

Temer é o substituto directo da Presidente Dilma Rousseff, que está acusada de cometer crime de responsabilidade porque teria realizado manobras fiscais para melhorar o resultado das contas públicas, aprovando despesas extras sem pedir autorização do Congresso.

No passado fim-de-semana, Dilma deslocou-se a Nova Iorque e Temer assumiu o cargo de chefe de estado interinamente, o que aconteceu pela primeira vez desde que o processo de impeachment da presidente subiu ao Senado do Brasil.