Teddy Hobbs, o menino que aos 26 meses "aprendeu a ler sozinho"

Teddy Hobbs, o menino que aos 26 meses 'aprendeu a ler sozinho'
Márcia Sobral 24 de janeiro
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Sem ajuda externa esta criança aprendeu ainda a contar até 100 em mais de seis idiomas diferentes. Depois de ser submetido a um teste de QI, tornou-se na pessoa mais nova de sempre no Reino Unido a entrar na Mensa, o "clube dos sobredotados".

Conseguir atingir um percentil de 98 ou mais num teste inteligência é algo que está reservado a um número muito reduzido de pessoas, mas Theodore Hobbs foi um deles. Com três anos e nove meses, a criança inglesa foi admitida na Mensa - uma organização que junta as pessoas mais inteligentes do mundo - depois de conseguir 139 pontos num teste de QI.

Redes Sociais / Beth Hobbs
Completamente sozinho e com apenas 26 meses, Teddy - como prefere ser chamado - aprendeu não só a ler em inglês, a língua materna, mas também a contar até 100 em seis idiomas diferentes, incluindo mandarim, galês, francês, espanhol e alemão.

Beth e Will são os pais da criança prodígio que nasceu de fertilização in vitro, na região de Portishead, no Reino Unido. Durante a pandemia começaram a perceber que o filho tinha aprendido a imitar os sons das letras sozinho e quando lhe perguntaram o que estava a fazer receberam uma resposta inesperada: "estou a contar em mandarim".

Perplexos e confusos com o sucedido, quando as creches reabriram, Beth e Will decidiram partilhar as suas suspeitas com a educadora. "Ao início eles não acreditaram, mas mesmo assim pediram a um professor da primária que falasse com ele nesse dia", explicou a mãe da criança ao jornal Metro. Bastaram poucas horas para esta recebesse um telefonema que comprovava as suas suspeitas, de facto, o filho tinha aprendido a ler apenas por "ver televisão e imitar os sons das letras".

Confrontados com esta realidade, os pais decidiram então fazer um teste de QI a Teddy para perceber o quão inteligente poderia ser, mas nunca acharam que ele poderia ser elegível para a Mensa. 

"Dissemos-lhe que ele teria de resolver alguns quebra-cabeças com uma senhora, algo que ele achou logo incrível. Quando acabaram fomos informados de que ele era elegível para a Mensa e ficamos em choque. Sabíamos que ele conseguia fazer coisas que as outras crianças não conseguiam, mas nunca tínhamos percebido o quão bom ele era", explicou Beth Hobbs ao Independent.

Com pouco mais de três anos, Teddy começa já a demonstrar desinteresse por jogos simples ou por programas de televisão. Em vez disso, adora "sentar-se a recitar a tabuada" e prefere usar tecnologias para "aprender cada vez mais".

Mas tanta genialidade acarreta também muitos desafios, principalmente para os seus pais que temem que o filho, apesar de ainda não ter consciência das suas capacidades, venha a desenvolver "complexos de superioridade". Assim, uma das maiores preocupações de Beth é que Teddy perceba que "todas as pessoas têm talentos individuais" e que apesar de ele ser "o melhor da turma a ler", vai sempre ter uma amigo "que é capaz de correr mais rápido".

"Não fazemos ideia de como é que isto aconteceu, nem eu nem o meu marido somos linguistas. Às vezes, na brincadeira, dizemos que o médico [durante a fertilização in vitro] deve ter posto alguma coisa na agulha que o deixou assim", disse a mãe em tom de brincadeira.

Theodore Hobbs, que agora tem já quatro anos, tornou-se assim na criança mais nova de sempre do Reino Unido a ser admitida na Mensa. Apenas não é o mais novo do mundo porque em 2021 o conceituado "clube dos sobredotados" admitiu  Kashe Ques, a menina norte-americana que aos dois anos conseguia nomear todos os elementos da tabela periódica, identificar os 50 estados que compõem os Estados Unidos e ainda se encontrava a estudar espanhol.
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