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Suspeita de atentado contra oligarca no Mónaco encontrada morta na Ucrânia

Ucraniana terá acionado um engenho explosivo através de um telemóvel e depois deslocou-se a pé até à fronteira com França, passando ainda por Itália e Alemanha. A mulher acabou por ser encontrada sem vida na segunda-feira, perto de Kiev.

A mulher suspeita de ter levado a cabo um contra um oligarca ucraniano foi encontrada morta perto de Kiev, na Ucrânia. Segundo a imprensa local, o corpo de Anastasiia Berezovska, de 39 anos, foi encontrado na segunda-feira com ferimentos de bala. Após a descoberta da corpo foram detidos foi suspeitos, incluindo um oficial de inteligência militar em serviço, revelou uma fonte policial citada pelo "Um deles é um oficial atual da Diretoria Principal de Inteligência (GUR) [da Ucrânia], o outro é um ex-agente das forças de segurança."

Anastasiia Berezovska é suspeita de ter levado a cabo um atentado no Mónaco contra um oligarca ucraniano
Anastasiia Berezovska é suspeita de ter levado a cabo um atentado no Mónaco contra um oligarca ucraniano DIREITOS RESERVADOS

O que se sabe sobre o atentado no Mónaco

O caso remonta a 29 de junho, quando por volta das 21h (horário local), alguém deixou um engenho explosivo no hall de um prédio e fugiu a pé. O pacote acabou por ser acionado a cerca de 12 metros de distância através de um telemóvel descartável e depois explodiu, ferindo o milionário ucraniano Vadym Yermolaiev, que está sob sanções, a amante e o filho.

O oligarca, que é hoje um dos homens mais ricos da Ucrânia mas que havia renunciado à cidadania, acabou por sair de coma, mas a amante, Anna Nasobina de 46 anos, que reside em Londres, ficou com as devido aos ferimentos e luta  pela vida. Inicialmente pensava-se que a mulher que havia ficado ferida era a esposa de Yermolaiev.

Após o ataque, o filho Ariel, de 13 anos, que também ficou com ferimentos, ainda conseguiu contar à polícia o que se lembrava do atentado. "Ele está a contar exatamente o que viu, embora claramente a memória muito confusa", disse uma fonte de segurança citada pelo Daily Mail. "Aparentemente, a mãe foi atingida em cheio pela explosão, enquanto ele sofreu queimaduras e ferimentos causados por estilhaços relativamente leves.

Suspeita de atentado no Mónaco captada nas câmaras de vigilância
Suspeita de atentado no Mónaco captada nas câmaras de vigilância

A Interpol emitiu de imediato um alerta vermelho para Anastasiia Berezovska, a ucraniana que segundo a mesma polícia fala alemão. "O principal suspeito foi identificado por uma testemunha", revelou uma fonte da investigação citada pelo Daily Mail.

De acordo com a procuradora-adjunta do Mónaco, Morgan Raymond, a suspeita estaria disfarçada de homem no momento em que decorreu o ataque. Imagens das câmaras de vigilância mostram mesmo uma pessoa a usar um chapéu preto a fugir a pé para a fronteira com a França, onde não existem postos de controlo. Primeiro dirigiu-se à cidade de Beausoleil e depois seguiu caminho. Os investigadores acreditam que passou posteriormente pela Itália e depois pela Alemanha.

"Ela está armada e é perigosa e acredita-se que esteja na companhia de cúmplices", disse uma fonte citada pelo Daily Mail.

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Anastasiia acabou por ser procurada pela Interpol por tentativa de homicídio e colocação de um dispositivo explosivo em via pública com intenção criminosa e conspiração criminosa. A polícia alemã ainda informou na sexta-feira que tinha realizado buscas na casa de uma ucraniana, mas em comunicado adiantou que "a mulher que está a ser procurada, encontra-se atualmente foragida". O apartamento da ucraniana em Main-Taunus havia sido alvo de buscas na quinta-feira, a pedido das autoridades do Mónaco.

Além disso, a polícia alemã do estado de Hesse, afirmou ainda que "foi revistado e apreendido um veículo usado pela suspeita". As autoridades não forneceram mais detalhes. Disseram apenas que "as provas foram recolhidas e serão entregues ao Mónaco".

Anastasiia Berezovska acabou por ser encontrada morta na Ucrânia, na segunda-feira. Segundo o Daily Mail, há suspeitas de que o atentado estivesse relacionado com disputas de uma empresa de call center na cidade ucraniana de Dnipro, que envolvia o seu filho adulto Artur, de 35 anos.

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