O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recusou esta segunda-feira retaliar às tarifas aduaneiras anunciadas pelo Presidente dos EUA e entrar numa guerra comercial com os Estados Unidos, preferindo uma "discussão calma entre aliados".
O primeiro-ministro britânico, Keir StarmerEPA
"A maneira correta de abordar uma questão desta gravidade é através de uma discussão calma entre aliados e, sejamos claros, a segurança da Gronelândia é importante", afirmou, numa conferência de imprensa convocada de emergência esta manhã.
Starmer vincou que o Reino Unido e os EUA são "aliados próximos" e que "essa relação é profundamente importante, não só para a nossa segurança, mas também para a prosperidade e estabilidade" dos britânicos.
"Sob a presidência de Trump, assim como sob as presidências anteriores, estamos determinados a manter essa relação forte, construtiva e focada em resultados. E essa abordagem tem resultado", argumentou.
A conferência de imprensa inesperada a partir de Downing Street, residência oficial do chefe de governo, teve lugar após uma conversa telefónica na véspera, na qual Starmer disse ao presidente Trump que as tarifas que ele planeia impor aos aliados da NATO que se opõem à aquisição americana da Gronelândia são "erradas".
Trump anunciou no sábado tarifas aduaneiras de 10% sobre os países que participaram num exercício de treino da NATO na Gronelândia na semana passada.
Numa declaração conjunta, o Reino Unido e outros países europeus alertaram no domingo que essas tarifas "prejudicariam as relações transatlânticas e arriscariam uma perigosa espiral descendente".
O presidente dos EUA disse que as novas tarifas entrariam em vigor a 01 de fevereiro e que estas aumentariam para 25% em junho.
De acordo com analistas a economia do Reino Unido poderá sofrer um impacto de seis mil milhões de libras (cerca de sete mil milhões de euros).
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