Na véspera de se encontrar em Bruxelas com representantes da ilha do Ártico e da Dinamarca.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou este domingo por telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a "situação na Gronelândia", na véspera de se encontrar em Bruxelas com representantes da ilha do Ártico e da Dinamarca.
Mark Rutte, secretário-geral da NATOAP Photo/Matthias Schrader
"Conversei com o Presidente dos Estados Unidos sobre a situação de segurança na Gronelândia e no Ártico. Vamos continuar a trabalhar nisso e espero vê-lo em Davos na próxima semana", publicou Rutte, nas redes sociais.
Tanto a Dinamarca como os Estados Unidos da América, que aspiram a anexar a ilha dinamarquesa da Gronelândia, são membros da NATO (sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Trump anunciou, no sábado, a imposição de tarifas de retaliação contra a Dinamarca e outros sete países europeus que participam em exercícios militares dinamarqueses na Gronelândia.
No entanto, os oito visados pelo Presidente norte-americano responderam hoje, argumentando que os exercícios "não representam uma ameaça para ninguém" e alertando que a imposição de tarifas poderia desencadear uma espiral que não beneficiaria ninguém.
Mark Rutte reúne-se na segunda-feira em Bruxelas com os ministros da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt.
A reunião vai decorrer na sede da NATO, em Bruxelas, não estando prevista qualquer declaração à imprensa, segundo um comunicado da Aliança Atlântica, divulgado na sexta-feira.
Rutte tem-se recusado a comentar as declarações da administração norte-americana sobre a Gronelândia, argumentando que nunca se pronuncia sobre diferendos entre aliados e procurando enquadrar este assunto numa discussão mais vasta sobre a necessidade de se garantir a segurança na região do Ártico.
A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, com uma população de cerca de 50 mil pessoas.
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