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Soldado norte-americano ganhou 400 mil dólares em aposta com informação classificada sobre captura de Nicolás Maduro

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Segundo a acusação, o sargento fez 13 apostas, no valor total de 32 mil dólares, a 2 de janeiro, um dia antes da captura do líder venezuelano, incluindo “apostas sobre o momento e o resultado” da operação.

Um militar das forças especiais do Exército dos Estados Unidos que ajudou a capturar Nicolás Maduro da Venezuela foi acusado de utilizar informação classificada para apostar sobre a missão na plataforma Polymarket. 

Nicolás Maduro à chegada a Nova Iorque, no início de janeiro, depois de ter sido capturado pelas forças norte-americanas
Nicolás Maduro à chegada a Nova Iorque, no início de janeiro, depois de ter sido capturado pelas forças norte-americanas AP

Segundo o jornal norte-americano , que cita os procuradores federais e o FBI, o primeiro-sargento Ken Van Dyke ganhou mais de 400 mil dólares ao apostar que Maduro iria deixar o poder até final de janeiro, depois de ter recebido informação sobre a operação. 

A acusação formal afirma que foram feitas 13 apostas, no valor total de 32 mil dólares, a 2 de janeiro, um dia antes da captura do líder venezuelano, incluindo “apostas sobre o momento e o resultado” da operação. O sargento tentou ocultar os seus ganhos, transferindo-os primeiro para uma carteira de criptomoedas no estrangeiro, depois para uma conta pessoal de criptomoedas e finalmente para uma nova conta. 

Van Dyke está agora acusado de cinco crimes, entre eles o uso ilegal de informação governamental confidencial para ganho pessoal e a realização de transações monetárias com bens provenientes de atividade ilícita. 

Em comunicado a Polymarket afirmou que tinha publicado novas regras para reforçar o combate do uso de informação classificada ou privilegiada e acrescentou que quando identificou o utilizador, o sargento Van Dyke, a negociar com este tipo de informação, comunicou o caso ao Departamento de Justiça.

Este é um dos casos mais mediáticos sobre utilização de informação classificada por parte de um funcionário do governo dos EUA em troca de dinheiro e apostas. Nos últimos meses as empresas de apostas têm sido alvo de escrutínio nos Estados Unidos. Tanto o Senado como a Câmara dos Representantes têm estado a considerar uma legislação para limitar o uso da plataforma Kalshi por parte de funcionários públicos, e vários estados estão a ponderar reforçar a regulamentação. 

Esta quinta-feira, quando questionado sobre este caso e sobre o facto de haver funcionários públicos a utilizarem mercados de previsões, Donald Trump afirmou que “infelizmente, o mundo tornou-se um pouco um casino”. Acrescentou ainda que nunca foi fã e não gosta do conceito mas, “é o que é”. 

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