Presidente ucraniano considera "brilhante" operação que fingiu assassinato de jornalista

Lusa 31 de maio de 2018
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Bábchenko, cuja morte violenta foi bastante difundida na noite de terça-feira, reapareceu na quarta-feira durante uma conferência de imprensa, para surpresa de todo o mundo.

Vladímir Putin, Rússia, eleições, Dmitri Medvédev, política, eleições
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O presidente da Ucrânia classificou esta quinta-feira como "brilhante" a operação dos serviços secretos do seu país para fingir o assassinato do jornalista opositor russo, Arkadi Bábchenko, enquanto surgem críticas em todo o mundo que questionam a moralidade desta actuação.

"Ontem, na televisão, foi possível ver o resultado de uma brilhante operação efectuada por heróis do Serviço de Segurança da Ucrânia", disse Petró Poroshenko num discurso transmitido pela televisão local.

O chefe de Estado acrescentou, numa clara alusão à Rússia, que através desta operação, em que o jornalista russo se fez de morto para reaparecer horas mais tarde numa conferência de imprensa, "todo o mundo pôde ver a verdadeira cara do inimigo" da Ucrânia.

"Enviam camiões carregados de armas e dinheiro para matar ucranianos, jornalistas e políticos, e quando os apanhamos com a mão na massa dizem que não actuamos bem", insistiu Poroshenko.

O presidente Poroshenko assegurou que "há que condenar é a Rússia" e não a Ucrânia.

Por sua vez, o ministro do Interior ucraniano, Arsén Avákov, manifestou a sua "surpresa" pelas declarações de algumas organizações internacionais a acusar os serviços secretos de enganarem a sociedade, que ficou emocionada com a notícia do suposto assassinato do jornalista.

"O que queriam? Que se matasse Bábchenko e assim a Amnistia Internacional e os Repórteres Sem Fronteiras poderiam falar de outro assassinato de um jornalista no nosso país?", questionou Avákov.

Bábchenko, cuja morte violenta foi bastante difundida na noite de terça-feira, reapareceu na quarta-feira durante uma conferência de imprensa, para surpresa de todo o mundo.

O jornalista crítico do Kremlin, que abandonou a Rússia há um ano e meio após receber ameaças de morte, admitiu que cooperou no último mês com a inteligência ucraniana após ter sido advertido sobre um alegado complô para o seu assassinato, que deveria ter acontecido na véspera da final da Liga dos Campeões.
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