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ONU pede ajuda para 20 mil marinheiros "exaustos" retidos no estreito de Ormuz

Lusa 12:11
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Num discurso durante uma conferência em Singapura, o secretário-geral do organismo da ONU, Arsenio Dominguez, sublinhou que os marinheiros retidos estavam a sofrer de "exaustão e fadiga extremas".

O secretário-geral da agência marítima das Nações Unidas pediu esta terça-feira ajuda para vinte mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz, incluindo um melhor acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para as tripulações isoladas.

Navios no Estreito de Ormuz
Navios no Estreito de Ormuz Radar

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla original), quase vinte mil marinheiros e cerca de dois mil navios estão imobilizados desde que o movimento foi interrompido no estreito de Ormuz pela guerra entre o Irão, Estados Unidos e Israel.

O estreito é uma via navegável estratégica para o fornecimento global de hidrocarbonetos.

Num discurso durante uma conferência em Singapura, o secretário-geral do organismo da ONU, Arsenio Dominguez, sublinhou que os marinheiros retidos estavam a sofrer de "exaustão e fadiga extremas".

Dominguez indicou que alguns países instalaram linhas telefónicas de atendimento permanente para os marinheiros, enquanto outros estão a fornecer alimentos.

Por outro lado, o responsável pediu para que seja proporcionado aos marinheiros acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para que possam contactar as famílias e avisar onde estão e como se encontram.

A navegação está novamente paralisada desde segunda-feira no estreito de Ormuz, com Teerão e Washington a imporem bloqueios distintos, e os navios iranianos a continuarem a testar o bloqueio norte-americano.

O Irão reverteu no sábado a decisão de reabrir a via navegável agravando as tensões com os Estados Unidos antes do fim do cessar-fogo, que teoricamente pode terminar entre a noite de hoje e a manhã de quarta-feira, hora de Teerão.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram o ataque aéreo ao Irão no passado dia 28 de fevereiro sendo que a situação no Golfo Pérsico agravou-se devido aos bloqueios impostos aos cargueiros, sobretudo petroleiros.

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