O legado de Bin Laden

O legado de Bin Laden
Nuno Tiago Pinto 02 de maio

Há 20 anos os EUA invadiram o Afeganistão para acabar com a Al Qaeda. Dez anos depois eliminaram o seu líder – mas o grupo terrorista sobreviveu.

Há exatamente 10 anos, a 2 de maio de 2011, um conjunto de helicópteros descolava de uma base americana no Afeganistão com uma equipa de Navy Seals a bordo. Na calada da noite, escura, sem lua, voaram através das montanhas, atravessaram a fronteira com o Paquistão e dirigiram-se a Abbottabad, uma cidade a cerca de 120km da capital Islamabad, conhecida por ser um acantonamento militar, uma espécie de West Point na versão paquistanesa.

Ao chegarem, os helicópteros negros dirigiram-se a um complexo habitacional que nos últimos meses tinha centrado as atenções dos serviços de informações americanos. Com muros altos, o contacto com o exterior era feito por contacto pessoal, e no interior uma figura dava passeios tão regulares e metódicos que passou a ser referida entre os elementos da CIA como "the pacer" – o ritmo.

Tal como os agentes americanos acreditavam, esse homem era Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda, responsável pelo mais mortífero atentado terrorista da história dos Estados Unidos e que há 10 anos era o homem mais procurado do mundo. Afinal, em vez de estar escondido numa gruta, encontrava-se refugiado numa localidade paquistanesa, bem perto dos militares e espiões de Islamabad.

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