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Médio Oriente: MNE da UE voltam a discutir restrições a comércio com colonatos na Cisjordânia

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Segundo foi divulgado há três opções em cima da mesa: a imposição de tarifas, a proibição total de comércio ou um sistema de licenciamento das importações.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia voltam esta segunda-feira a discutir restrições ao comércio com os colonatos na Cisjordânia, com base num conjunto de opções apresentado pela Comissão Europeia na semana passada.

Israel aprova novos colonatos na Cisjordânia
Israel aprova novos colonatos na Cisjordânia AP Photo/Ohad Zwigenberg, File

A reunião começa às 09h30 locais (08h30 de Lisboa) e Portugal estará representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Vão estar em cima da mesa três temas: a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a estratégia da União Europeia (UE) para o Mar Negro.

No que se refere ao Médio Oriente, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão voltar a discutir restrições ao comércio com os colonatos na Cisjordânia, à semelhança do que têm feito recentemente.

No entanto, até ao momento, nenhuma decisão sobre a matéria pôde ser adotada pelos ministros porque a Comissão Europeia, responsável pela política comercial da UE, não tinha apresentado propostas.

A situação mudou na semana passada, após a Comissão ter transmitido aos Estados-membros um conjunto de opções para restringir o comércio com os colonatos.

Segundo foi divulgado por vários órgãos de comunicação social, há três opções em cima da mesa: a imposição de tarifas, a proibição total de comércio ou um sistema de licenciamento das importações, através do qual os bens provenientes de colonatos precisariam de uma autorização especial para poderem ser exportados para a UE.

Estas opções não constituem, no entanto, uma proposta formal da Comissão Europeia, pelo que é apenas expectável que os ministros tenham uma primeira troca de impressões sobre o assunto -- com vista a determinar em qual das vias é que o executivo comunitário deve trabalhar --, mas não tomem qualquer decisão final.

Além deste debate sobre as restrições do comércio com os colonatos, os ministros vão também discutir a situação no Irão, após as hostilidades terem recomeçado na passada quinta-feira e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que considerava que o cessar-fogo tinha acabado.

"A UE está preparada para se envolver, na medida do que lhe for possível, em termos de ação diplomática, cooperação regional e dos diversos instrumentos que tem ao seu dispor", indicou um alto responsável europeu.

Relativamente à guerra na Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, irá participar presencialmente na reunião, onde irá fazer um resumo sobre a situação no terreno e as necessidades do país.

A discussão dos ministros sobre esta matéria deverá sobretudo centrar-se em de que forma a UE pode ajudar a Ucrânia a preparar-se para o próximo inverno e para os ataques que a Rússia previsivelmente fará às suas infraestruturas energéticas, tal como fez este ano.

"Trata-se, essencialmente, de responder às necessidades da Ucrânia em matéria de defesa antiaérea, mas também de garantir que existem recursos e capacidades suficientes para reconstruir o que foi destruído e criar alternativas e redundâncias na infraestrutura energética ucraniana", indicou uma fonte europeia.

O 21.º pacote de sanções à Rússia, apresentado pela Comissão Europeia em junho e que tem vindo a ser ultimado, será igualmente debatido pelos ministros.

"Há trabalho em curso para se avançar o mais rapidamente possível. A dinâmica é forte e as ambições são elevadas", indicou um alto responsável europeu.

O terceiro ponto na agenda é relativo à estratégia da UE para o Mar Negro, um ano após o seu lançamento, designadamente uma proposta feita pela Roménia e Bulgária para criar um 'hub' de infraestruturas energéticas na zona.

À margem desta reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, a UE e a Autoridade Palestiniana vão também organizar hoje em Bruxelas uma nova reunião do Grupo de Doadores para a Palestina, uma iniciativa europeia que visa angariar fundos para relançar a economia palestiniana e reconstruir a Faixa de Gaza.

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