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ONU criticou possibilidade de aprovação de novos colonatos na Cisjordânia

A decisão pode elevar para 103 o número total de colonatos construídos ou legalizados desde que o atual Governo assumiu o poder em dezembro de 2022, um número significativamente superior aos seis aprovados pelas autoridades nos 30 anos anteriores.

As Nações Unidas criticaram esta terça-feira a decisão do conselho de segurança de Israel poder vir a aprovar 34 novos colonatos nos territórios palestinianos ocupados da Cisjordânia.

Israel aprova novos colonatos na Cisjordânia
Israel aprova novos colonatos na Cisjordânia AP Photo/Ohad Zwigenberg, File

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, manifestou "grave preocupação" com a notícia e realçou que, a concretizar-se, o número de colonatos pode vir a ser o maior alguma vez aprovado.

Em comunicado, Volker Turk referiu que a medida dá continuidade à acentuada tendência de crescimento da "construção ilegal" de colonatos, que alarga e consolida a anexação de território palestiniano ocupado por Israel.

Da mesma forma o responsável pelo departamento da ONU sublinhou que o Governo israelita deve interromper as ações, terminando de imediato o estabelecimento e a expansão dos colonatos, retirando todos os colonos e pondo fim à ocupação do território palestiniano.

Várias organizações de defesa dos direitos humanos como a Yesh Din e "Paz Agora" revelaram na semana passada que o gabinete de segurança israelita já aprovou a criação de 34 novos colonatos na Cisjordânia.

A decisão terá sido tomada numa reunião realizada em março, segundo o jornal israelita The Times of Israel, embora o Governo ainda não tenha confirmado o anúncio.

A decisão pode elevar para 103 o número total de colonatos construídos ou legalizados desde que o atual Governo assumiu o poder em dezembro de 2022, um número significativamente superior aos seis aprovados pelas autoridades nos 30 anos anteriores.

O direito internacional considera ilegais todos os colonatos nos Territórios Palestinianos Ocupados, embora o Governo israelita faça a distinção entre os que autorizou e os que não autorizou.

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