Anúncio surge horas depois de tribunal ter reduzido a pena a que a líder da extrema-direita Le Pen tinha sido condenada em 2025 por desvio de fundos europeus.
A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, confirmou esta terça-feira que vai candidatar-se às eleições presidenciais de 2027. O anúncio foi feito numa entrevista ao canal TF1, nas primeiras declarações públicas desde que um tribunal de recurso francês confirmou a sua condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu.
Marine Le Pen Lusa/EPA
“Quero esgotar todas as vias legais para defender a minha inocência neste caso”, declarou a líder da Rassemblement National (RN, na sigla em francês, que se traduz por Reagrupamento Nacional). “Como tenho a opção de recorrer para o Supremo Tribunal, que não é necessariamente o caso noutros cenários, e como o recurso no Supremo Tribunal suspende os efeitos da decisão atual, eu vou fazer campanha sem uma pulseira eletrónica”, argumentou Le Pen.
"O Jordan Bardella e eu vamos lançar esta campanha presidencial muito em breve", declarou a líder do Reagrupamento Nacional, afirmando que oferecem ao povo francês uma parceria "equilibrada, coerente e sólida". "Juntos iremos convencer os franceses de que sua situação atual não é inevitável", acrescentou em entrevista a líder do RN, confirmando que Bardella será o seu candidato a primeiro-ministro. "A parceria é sólida e ganha força das nossas convicções comuns e do facto de trabalharmos juntos há anos." "Acredito que a equipa que formamos pode realmente mudar as coisas."
Os juízes do Tribunal de Recurso de Paris consideraram decidiram esta terça-feira reduzir a pena aplicada à líder da União Nacional (RN, na sigla em francês) no caso do desvio de fundos europeus para três anos de prisão, dos quais dois com pena suspensa e um a cumprir sob vigilância eletrónica. Foi ainda condenada a uma multa de 100 mil euros e a 45 meses de inibição de exercer cargos públicos, dos quais 30 meses com pena suspensa. Marine Le Pen recuperou assim a possibilidade de se candidatar a eleições, incluindo às presidenciais de 2027, já que os 15 meses já foram cumpridos porque contava desde a primeira condenação.
Em 2025, a justiça francesa concluiu em primeira instância que o RN utilizou verbas do Parlamento Europeu destinadas a assistentes parlamentares para financiar funcionários que trabalhavam, na realidade, para a estrutura do partido em França, configurando um desvio de fundos públicos europeus.
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