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Mais de 40 países vão a eleições em 2026: algumas Democracias poderão estar em risco

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Países nórdicos, como Suécia ou Dinamarca, poderão ter uma viragem à direita. Em França e Itália as eleições regionais servirão de indicador para as presidenciais de 2027.

Em 2026 são mais de 40 os países que vão a eleições e alguns deles vão ver as suas democracias serem testadas. Uma das primeiras eleições arranca já em Portugal, a 18 de janeiro. Apesar de ainda não ser claro quem são os favoritos dos portugueses e das mais recentes sondagens apontarem para o crescimento de António José Seguro (apoiado pelo PS) nas intenções de voto, a verdade é que nos últimos meses são os candidatos de direita quem tem liderado a corrida à Presidência - nomeadamente Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD), Henrique Gouveia e Melo (candidato independente que não se define nem de esquerda nem de direita) e André Ventura (apoiado pelo Chega).

Primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro esloveno Robert Golob
Primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro esloveno Robert Golob DR

Confira algumas das eleições que vão ter lugar este ano:

Suécia

Desde outubro de 2022 que a pasta de primeiro-ministro está sob a alçada de Ulf Kristersson - que lidera uma coligação de centristas, socialistas, liberais e democratas-cristãos -, no entanto, com o aumento dos índices de criminalidade no território, aumenta também a retórica de direita no país. As eleições na Suécia estão previstas para 13 de setembro.

O primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson
O primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson Foto AP/Geert Vanden Wijngaert

Dinamarca

A Dinamarca segue a caminho das eleições mais imprevisíveis em décadas - que se realizam em outubro. As sondagens indicam que a primeira-ministra Mette Frederiksen - que está no poder desde 2019 - pode perder o cargo, isto porque os partidos de centro-direita e direita têm tentado recuperar espaço.

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via AP

Eslovénia 

A Eslovénia também vai a eleições ainda este ano. É em março que o governo liberal será testado. As sondagens mostram que o Partido Democrático Esloveno (SDS), de direita, está ligeiramente à frente do atual partido governante - o Movimento da Liberdade, de centro-esquerda.

Primeiro-ministro esloveno Robert Golob
Primeiro-ministro esloveno Robert Golob Agentur Wehnert/M. Gränzdörfer/picture-alliance/dpa/AP Images

Letónia

Já na Letónia, são as eleições de outubro que irão determinar quem sucederá à atual coligação de centro-direita liderada pela primeira-ministra Evika Silina. O seu partido - Nova Unidade (JV) - está atualmente em segundo lugar nas sondagens, logo atrás da Aliança Nacional conservadora.

Primeira-ministra da Letónia Evika Silina
Primeira-ministra da Letónia Evika Silina Foto AP/Geert Vanden Wijngaert

Hungria

Ainda na primeira metade do ano, a 12 de abril, é bem provável que se assista à queda de Viktor Orban e que ao fim de 16 anos haja uma mudança na liderança. Orban, que tenta agora o seu sexto mandato, terá de enfrentar nestas eleições um sério adversário: Péter Magyar. As últimas sondagens já revelaram até não ser muito animadoras para Orban, isto porque o atual presidente surge atrás de Magyar, do Partido Respeito e Liberdade (TISZA) - um partido de centro-direita pró-Europa que se posiciona como uma alternativa mais moderada.

Viktor Orban
Viktor Orban Marton Monus/picture-alliance/dpa/AP Images

Itália

Na Europa, também a Itália será confrontada com eleições municipais - que servirão de teste para perceber se a coligação da extremista Giorgia Meloni reúne apoio popular suficiente para as eleições gerais de 2027. Para já, ainda não foi anunciada nenhuma data para a realização destas eleições. Sabe-se apenas que decorrem nas cidades de Veneza, Reggio Calabria, Arezzo, Andria e Pistoia. 

Giorgia Meloni
Giorgia Meloni Foto AP/Thomas Padilla

Alemanha

Na Alemanha são também já vários os estados que se preparam para as eleições regionais, que arrancam em março em Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado, e em setembro, em Saxónia-Anhalt, Berlim e Mecklenburg-Vorpommern. À semelhança do que acontece no caso italiano, também estas eleições servirão para testar a popularidade do chanceler Friedrich Merz, que está no cargo desde maio, e para medir a ascensão da extrema-direita.

Chanceler Friedrich Merz
Chanceler Friedrich Merz Foto AP/Markus Schreiber)

França

Já os franceses vão às urnas nos dias 15 e 22 de março para elegerem os presidentes de Câmara em todo o país. Tendo em conta a sucessiva ascensão do partido Rassemblement Nacional, de extrema-direita, também estas eleições servirão de indicador para as presidenciais de 2027.

Presidente francês Emmanuel Macron
Presidente francês Emmanuel Macron Foto AP/Thomas Padilla

Além destes vão também a eleições: Myanmar, Uganda, Costa Rica, Tailândia, Bangladesh, Laos, Nepal, Vietname, República do Congo, Benin, Peru, Líbia, Jibuti, Cabo Verde, Chipre, Colômbia, Camarões, Líbano, Etiópia, Arménia, Argélia, Fiji, Zâmbia, Haiti, São Tomé e Príncipe, Marrocos, Rússia, Brasil, Israel, Bósnia e Herzegovina, Bahamas, Estados Unidos, Bulgária, Gâmbia, Nova Zelândia e Sudão do Sul.