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Maduro levado para prisão em Nova Iorque no meio de uma ampla operação de segurança

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 09:15
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Menos de 24 horas depois de ter sido capturado pelos Estados Unidos, em Caracas.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está a passar a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque, após ter sido capturado há menos de 24 horas pelos Estados Unidos em Caracas.

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Maduro aterrou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova Iorque.

O chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 que o transportou para Nova Iorque, no meio de uma ampla operação de segurança.

Dezenas de agentes de agências como a polícia federal de investigação, o FBI, e a Administração de Repressão de Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) esperavam a chegada de Maduro, sob uma temperatura de 2º graus Celsius negativos.

O Presidente da Venezuela foi depois escoltado para uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e finalmente transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e transferência, mostrando Maduro a caminhar por um corredor com uma passadeira azul com a inscrição "DEA NYD" - Administração de Repressão de Drogas do Distrito de Nova Iorque.

Num vídeo, Maduro parece desejar a alguém "Boa noite, Feliz Ano Novo".

O líder venezuelano já tinha sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público para o Distrito Sul de Nova Iorque, que no sábado apresentaram novas acusações junto do mesmo tribunal.

Maduro está acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.

O próximo passo no caso judicial deverá ocorrer nos próximos dias, perante um juiz federal em Manhattan.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas.

Mas o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em castelhano) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina.

Rodríguez torna-se a primeira mulher na história do país a chefiar o executivo, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação", declarou a presidente do TSJ, Tania D'Amelio.

O comunicado não especifica quando Rodríguez deverá tomar posse.

A tomada de posse do novo parlamento, em funções até 2031 e dominada pelo regime leal a Maduro, estava marcada para segunda-feira.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

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