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Irão quer acabar com processo de paz no Médio Oriente, diz MNE israelita

Lusa 08 de novembro de 2023 às 13:57
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"A nossa vontade é viver de maneira pacífica com os nossos vizinhos", afirmou Eli Cohen durante um encontro no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita acusou esta quarta-feira o Irão de estar a promover a instabilidade do Médio Oriente para acabar com "o processo de paz" na região e rejeitou que haja pretensões pelo território palestiniano.

REUTERS/Yves Herman

"Não há uma disputa entre Israel e os palestinianos sobre o território em Gaza, não queremos disputar um único milímetro. Não havia um único israelita em Gaza desde 2005. A nossa vontade é viver de maneira pacífica com os nossos vizinhos", disse Eli Cohen, durante um encontro no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas.

O chefe da diplomacia israelita acrescentou que a guerra com o movimento islamista Hamas, que começou depois de um atentado perpetrado há um mês pelo grupo, "não é uma guerra do Estado de Israel, é uma guerra do mundo livre".

"Precisamos de vencer [o conflito] para assegurar que o Ocidente não é o próximo", dramatizou Eli Cohen.

E defendeu que organizações como o Hamas, o Hezbollah e a Jihad Islâmica têm um elemento em comum: Teerão.

"Há uma coisa que os liga a todos: o Irão, que quer acabar com a normalização [das relações entre Telavive e os países árabes da região] e o processo de paz", acusou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros fez-se acompanhar ao PE por cinco cidadãos israelitas, familiares de reféns do Hamas, que descreveram as suas preocupações.

Todos tinham um apelo comum: mais esforços dos países europeus para acabar com o sequestro.

O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, deixando mais de 1.400 mortos, milhares de feridos, e fazendo mais de duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

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