Porta-voz do ministério de Negócios Estrangeiros iraniano disse que o bloqueio naval que os EUA impuseram aos portos e navios iranianos e o ataque a uma embarcação daquele país “constituem um claro exemplo de ato de agressão”.
Os responsáveis da República Islâmica iraniana declararam esta segunda-feira que não têm intenção de participar em mais conversações com vista à paz com os Estados Unidos da América (EUA), cuja delegação estará a caminho do Paquistão para nova ronda negocial.
Segurança apertada em Islamabad, que deveria receber uma nova de conversaçõesAP
“De momento, não temos planos para uma próxima ronda de negociações e não houve qualquer decisão sobre isso”, disse em conferência de imprensa o porta-voz do ministério de Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei.
Segundo a mesma fonte, os “EUA, ao adotarem comportamentos contraditórios e violarem de forma contínua os termos do cessar-fogo, demonstraram que não têm seriedade no processo diplomático”.
Bagaei disse que o bloqueio naval que os EUA impuseram aos portos e navios iranianos e o ataque a uma embarcação daquele país “constituem um claro exemplo de ato de agressão”.
O mesmo responsável sublinhou que tudo “intensifica a desconfiança” perante os EUA, que, em menos de nove meses, atacou o Irão em duas ocasiões enquanto decorriam negociações e matou altos dirigentes e cidadãos iranianos.
Os EUA anunciaram o envio de uma comitiva liderada pelo vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, à semelhança de há uma semana, mas ameaçaram com novos ataques caso não haja progresso nas conversações.
Os responsáveis iranianos condicionaram os contactos ao fim do bloqueio norte-americano à navegação no estreito de Ormuz, algo que consideram "ilegal e criminoso".
Trump avisou que se Teerão não aceitar a proposta de Washington, as forças armadas norte-americanas podem destruir “todas e cada uma das centrais elétricas e pontes” do Irão.
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