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António Gueterres exige a libertação imediata dos trabalhadores.
Os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irão, invadiram no domingo os escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) em Sanna, a capital do Iémen, informou a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, Abber Etefa, à Associated Press. Segundo afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nas redes sociais, estão detidos pelos menos 11 funcionários.
Houthis detêm funcionários da ONU no IémenAP Photo/Osamah Abdulrahman
Além desta organização, o grupo terá também invadido os escritórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNICEF e interrogado os funcionários no parque de estacionamento, disse à Associated Press um trabalhador da ONU. A informação foi confirmada pelo porta-voz da UNICEF, que informou que também aqui foram detidos vários funcionários.
António Guterres entretanto já condenou a "entrada forçada nas instalações do Programa Mundial de Alimentos, a apreensão de bens da ONU e as tentativas de invasão de outros escritórios da organização em Sanna". Além disso, exigiu a "libertação imediata" dos funcionários. "O pessoal da ONU e os seus parceiros nunca devem ser alvos enquanto desempenham suas funções", escreveu na rede social X.
I strongly condemn the arbitrary detentions of at least 11 @UN personnel today by the Houthi de facto authorities in Yemen in areas under their control. I further condemn the forced entry into @WFP & other UN premises & the seizure of UN property.I reiterate my demand for the…
Esta não é a primeira vez que se verifica um episódio idêntico. Os Houthis já haviam detido anteriormente dezenas de funcionários da ONU, além de pessoas ligadas a grupos de ajuda humanitária e à antiga embaixada dos Estados Unidos em Sanna, que foi encerrada.
Este incidente teve lugar dias depois de um bombardeamento israelita ter matado, na quinta-feira, o primeiro-ministro Houthi, Ahmed Al-Rahawi, e outros membros do governo.
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