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Hantavirus: Navio cruzeiro Hondius deixou Cabo Verde seguindo para Tenerife

O Hondius esteve de quarentena em águas de Cabo Verde, desde domingo.

O navio cruzeiro Hondius voltou a navegar e deixou as imediações do porto da Praia, Cabo Verde, pelas 16:10 (18:10 em Lisboa), segundo testemunhas e informação de tráfego marítimo, seguindo para Tenerife, após a crise relacionada com infeções por hantavírus.

Três pessoas morreram devido a um surto de hantavírus no cruzeiro
Três pessoas morreram devido a um surto de hantavírus no cruzeiro Medialivre

Prevê-se que o navio chegue às ilhas Canárias dentro de três dias e que as pessoas a bordo sejam retiradas e repatriadas ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, disse esta quarta-feira o Governo de Espanha. O Hondius esteve de quarentena em águas de Cabo Verde, desde domingo.

Esta quarta-feira foram retirados do paquete dois membros da tripulação com sintomas de infeção e um passageiro assintomático, mas que partilhou cabine com a última das três vítimas mortais por síndrome respiratória aguda -- doença que se suspeita estar relacionada com dois casos de hantavírus a bordo, confirmados em laboratório.

As três pessoas foram retiradas para avisões ambulância no aeroporto internacional Nelson Mandela, Praia, numa operação de transporte especial com pessoal médico em fatos de proteção integral no percurso de cinco quilómetros. Os aviões descolaram pelas 11:00 (13:00 em Lisboa).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Canárias são o porto mais próximo do local onde está agora o cruzeiro com todas as capacidades técnicas e de segurança de saúde pública necessárias para a operação planeada.

Por outro lado, as ilhas espanholas são território da União Europeia (UE) e contam, por isso, com o quadro legal europeu e o mecanismo que garante o repatriamento "com condições de maior segurança", disse Fernando Grande-Marlaska, ministro espanhol com a pasta da Administração Interna.

O acolhimento do barco nas Canárias está a ser alvo de polémica em Espanha, com o governo regional das ilhas a considerar que não há motivo para esta operação de desembarque e repatriamento das pessoas a bordo não ser feita em Cabo Verde.

O ministro sublinhou que Espanha vai assegurar esta operação por razões "humanitárias, éticas e morais", face a "uma situação sanitária grave" com pessoas que precisam de ajuda, mas também por "obrigações jurídicas internacionais", atendendo a convénios e tratados assinados pelo país e a que há 14 espanhóis a bordo do navio.

O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias, durante todo o mês de abril, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.

Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque.

A OMS avalia atualmente como baixo o risco para a população global decorrente deste surto.

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